Nas duas últimas semanas, a Invicta albergou admiradores, estudantes de cinema e cinematógrafos nacionais e internacionais. Fomos à procura de lugares procurados pelos que vêm de fora. Dos quase 15 hostels do Porto, que têm cada vez mais reconhecimento internacional, destacamos dois pela proximidade do Teatro Rivoli, onde acontece o Fantas: o Rivoli Cinema Hostel e a Pensão do Norte.
Para Joana Gaio, responsável pelo Rivoli Cinema Hostel, o impacto do evento não se reflecte de uma forma notória na facturação do negócio. Joana Silva, a recepcionista, acrescenta que “se não são as pessoas do Fantasporto, são outras!”. Durante a quinzena do evento, Joana recebe artistas e convidados internacionais, bem como um maior número de portugueses do sul. Também para Carla Barradas, trabalhadora na Pensão do Norte, o número de clientes neste período não aumenta de forma significativa. “O Fantasporto é uma mais-valia, mas nunca tanto como, por exemplo, a época alta”, reforça Carla.
Para além de não se verificarem grandes variações no número de hóspedes, aqueles que vêm propositadamente para participar no evento são de “permanência pontual”. São poucos os visitantes que assistem a todas as actividades do festival, sendo que a maior parte restringe a estadia a dias específicos, maioritariamente aos fins-de-semana. Relativamente ao mesmo período no ano passado, Joana Silva nota uma diminuição na ocupação do hostel por parte de estrangeiros.
Joana Gaio é admiradora e antiga estudante de cinema, privilegiando esta temática na decoração do Rivoli Cinema Hostel. Os funcionários são frequentadores assíduos do Fantasporto e a responsável pelo hostel sublinha a importância de uma maior publicidade ao festival. Este gosto pela Sétima Arte reflecte-se no ambiente criado, que vai ao encontro das preferências dos amantes de cinema, nomeadamente aqueles que se interessam e se associam, de algum modo, ao evento cinematográfico.
Mariana Sousa
Raquel Teixeira









