Especial Rascunho e JUP

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Fantasporto: site de cara lavada

Imagem de abertura do novo site do Fantasporto

Visita em: Site Oficial do Fantasporto


Mistérios do Fantasporto

(Foto: Pedro Ferreira)

Quem acompanha o Fantasporto com regularidade, já se terá deparado, certamente, com dois dos maiores mistérios do festival. O primeiro, saber quem, afinal, escreve as delirantes e irreais sinopses dos filmes a concurso; o segundo, perceber como é gerida a programação e calendarização das sessões.

Em relação às sinopses, o melhor que delas se pode dizer é que são verdadeiramente um exemplo de uma de duas coisas: ou de uma criatividade sem limites, ou de como é possível descrever um filme sem o ter visto. Porque estão tão longe da realidade que é fácil acreditarmos que o erro foi nosso e que o filme que acabámos de ver, obviamente não é o mesmo cuja descrição havíamos lido. Ontem, por exemplo, e segundo a organização do Fantas, a programação apresentava “Red Nights”, um «fantástico thriller fetichista sobre sadismo», e “Two Staring Eyes”, um «sofisticado thriller psicológico com tons de horror» e que, ainda segundo o escriba responsável pelas sinopses, «a fazer lembrar os filmes de David Lynch e Alfred Hitchcock»

Vamos por partes: “Red Nights”, para além de ser um filme absolutamente desinteressante, não é sobre sadismo e é superficialmente fetichista, já que uma das personagens retira prazer da tortura física. E mais nada.

No caso de ”Two Staring Eyes”, o delírio da sinopse atinge níveis preocupantes. O filme não de forma alguma sofisticado e em nenhum momento apresenta parecenças com Hitchcock ou Lynch. Nem de perto nem de longe. Das duas, uma: ou o autor da sinopse nunca viu os filmes destes dois mestres absolutos da sétima arte, ou está intencionalmente a fazer publicidade enganosa. Ou seja, o problema poderá ser mais grave do que parece.

O segundo mistério do Fantasporto está relacionado com o programa do festival. O que leva a organização a empurrar filmes de qualidade para horários que, à partida, implicam uma sala quase vazia e, por outro lado, a dar a obras desinteressantes, honras de horário nobre e, logo, sala lotada? Obras como “9:06″, que na primeira sessão da noite de ontem, teve o condão de adormecer o público do Rivoli, como se de um infantário se tratasse.

São mistérios insondáveis, e que sempre fizeram parte integrante do Fantasporto mas não desta forma. Não do lado de cá do grande ecrã. Não de forma a prejudicar a própria qualidade do festival que quer ser o maior de Portugal.

Nuno Matos


Cumprido mais um Fantasporto na cidade do cinema

Foto: Pedro Ferreira

O Fantasporto – Festival de Cinema Internacional do Porto regressou ao Rivoli, não se sabe ainda se pela última vez. Regressamos também nós para fazer a cobertura deste evento numa parceria especial entre o JUP – Jornal Universitário do Porto e o Rascunho. Um blogue que voltou a ser uma interessante experiência de jornalismo e um espaço de informação, para quem nos visitou, tendo ou não participado no Fantasporto.

Mais um ano que passa sobre o Fantasporto, este um ano especial, número redondo no 30ª edição deste festival de provas dadas e com reconhecimento a nível mundial mas que em Portugal continua a ser marginalizado pelo poder político. Mais um ano de Fantasporto e mais um ano de corda no pescoço, mais uma vez a ameaça  de não conseguir garantir o próximo ano paira sobre o festival. Aguardamos pelo desenrolar de 2010 e esperamos que 2011 traga boas noticias, não só pela manutenção do Fantasporto com um programa de qualidade mas também a sua realização no espaço do Rivoli. Para trás ficam as sessões temáticas e o alargamento do Fantasporto a outras salas de cinema, este ano desapareceu também a tenda na Praça D. João I. Assegurada pela Direcção do festival está a certeza de que este não sai da cidade. Nas palavras de Beatriz Pacheco Pereira, o Fantasporto é da cidade, do Porto, cidade do cinema.

Na programação especial destaque para o tema escolhido para este ano. Efeitos especiais e robótica foram a desculpa para saltar um pouco do cinema e mostrar o fantástico da ciência. Com a passagem de vários filmes alusivos à temática no pré-Fantas, os workshops de efeitos especiais para criadores, cinéfilos e curiosos que estiveram sempre cheios e a presença no festival de nomes maiores quer na criação artística na indústria do cinema, quer pela presença dos melhores centros de investigação na área da robótica na Península Ibérica.

Um grande obrigado a todos e todas que colaboraram para o sucesso desta parceria e deste projecto e para os que nos visitaram e continuam a visitar durante o ano e a deixar comentários. Um até já porque para o ano há mais (esperemos)!