Fusão de sons orgânicos a concurso
OliveTreeDance é uma banda que produz música trance orgânica donde resulta a fusão dos sons do didjeridoo com o kit de bateria e a multi-percussão sem recorrer às tecnologias actuais. Este é um dos excertos do press-release enviado pela Natural Groove Records para a nossa redacção.
Não tivemos ainda a oportunidade de escutar esta banda que, segundo refere o comunicado de imprensa, está a fazer furor – “banda revelação mais procurada nas lojas”.
Oportuno sim, é a entrada a concurso, na actual edição do Fantasporto, do videoclip da banda: “Airport Tunnel”, que será exibido no próximo dia 06 de Março no peq. Auditório, pelas 15h15.
A curta-metragem conta a história de uma experiência passada pela banda em 2005 quando, em viagem para Amesterdão, foram obrigados a fazer escala em Londres. Escala essa que viria a provocar a perda da ligação para a capital holandesa. Então decidem tocar alguns acordes junto do túnel do aeroporto de Stanstead afirmando que estavam a fazer Busking (animação de rua). O tema é assim dedicado a todos os artistas de rua que não pedem dinheiro mas que aceitam o reconhecimento dado de forma livre.
Site oficial da banda: www.olivetreedance.com
Crítica: «Next Floor», de Denis Villeneuve
Next Floor, realizada pelo canadiano Denis Villeneuve, é uma estória, que, embora pequena, é arrepiante, não pela fantasia, mas antes pelo contrário, pela forma como é tão próxima à nossa sociedade, de consumo, que procura ser o que é, o que não é, e tudo que está entre estes dois.
Durante um jantar, um digno banquete, que nos remete aos The Cook, The Thiefe, His Wife and Her Lover, de Peter Greenaway, as personagens embarricam-se com comida e mais comida, por gosto, por jeito ou por vergonha, enfardam sem que se sintam mal dispostos, numa atitude de consolo. Este é um filme que esteticamente é muito bonito e bem construído, os efeitos são muito bem disfarçados e as personagens minimalistas e muito bem caracterizadas. A realização é muito cuidada, muito bem apresentada, fotograficamente muito bem tratada a luz. O argumento leva-nos para uma reflexão social.
Estes seres a comer desta forma são equiparáveis à nossa sociedade onde procuramos absorver tudo, quanto mais melhor, sem olharmos para a qualidade. No filme é-nos apresentado esta questão com cérebros de animais, a serem devorados sem limites. A queda entre piso poderá ser a nossa descensão social, pela força que vamos perdendo, pela falta de confiança. E quando somos confrontados com uma mulher a chorar, pensamos que vai parar, mas não, para que não seja descriminada, pelos restantes, come as lágrimas, junto com os miúdos, dos veados que chegam inteiros à mesa. A figura mais importante que nos aparece, para justificar a evolução, é um senhor sósia do Charles Darwin.
Uma curta que poderá sair vencedora deste festival.



