<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>FANTASPORTO &#187; Crítica</title>
	<atom:link href="http://fantasporto.rascunho.net/categoria/critica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://fantasporto.rascunho.net</link>
	<description>Especial Rascunho e JUP</description>
	<lastBuildDate>Wed, 09 Mar 2011 03:25:14 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1</generator>
		<item>
		<title>Paciência de santo</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/paciencia-de-santo/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/paciencia-de-santo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 17:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Première & Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[Camino]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Fesser]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1280</guid>
		<description><![CDATA[Qual é a diferença entre vintage e kitsch? E qual a diferença entre kitsch e piroso? Isto porque &#8220;Camino&#8221;, o filme de Javier Fesser que ontem encerrou a competição oficial do Fantasporto, fica a meio caminho entre as boas intenções e o mau gosto mais insuportável e irritante. Porque na verdade, não se percebe se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1291" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/03.jpg"><img class="size-medium wp-image-1291" title="03" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/03-300x94.jpg" alt="" width="300" height="94" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Fantasporto)</p></div>
<p>Qual é a diferença entre vintage e kitsch? E qual a diferença entre kitsch e piroso? Isto porque &#8220;Camino&#8221;, o filme de Javier Fesser que ontem encerrou a competição oficial do Fantasporto, fica a meio caminho entre as boas intenções e o mau gosto mais insuportável e irritante.</p>
<p>Porque na verdade, não se percebe se a intenção de Fesser é elevar a força da fé católica ou se, pelo contrário, é gozar indecentemente com os dogmas da igreja e com a hipocrisia de alguns dos seus agentes. Confusão essa, gerada por uma realização desequilibrada, com uma especial apetência pelo piroso e que exagera na transmissão de uma mensagem, Seja ela qual for.</p>
<p>Baseado em factos verídicos, &#8220;Camino&#8221; é a história de uma menina de 11 anos que, por ter um cancro no cérebro, conquista a hipótese de ser beatificada. Passo a explicar: filha de uma senhora extremamente devota, Camino, de seu nome, está condenada a vir a ser freira, tal e qual como a sua irmã mais velha. Rodeada de religião por todos os lados, a jovem vê o seu calvário ser confundido com uma sequência de milagres e que atingem o seu ponto mais alto quando, já no leito da morte, o seu delírio moribundo é confundido com uma presença às portas do céu e um primeiro contacto imediato com Jesus.</p>
<p>Jesus, é na verdade o nome do rapaz por quem Camino se havia apaixonado, e é a ele que as últimas palavras e pensamentos da menina são dedicados. Estes equívocos chegam a ser tão ridículos que pensamos estar na presença de uma comédia de mau gosto. É precisamente por aqui que começamos a duvidar das verdadeiras intenções do realizador: é &#8220;Camino&#8221; uma crítica feroz ao comportamento da igreja ou um retrato apaixonado dos milagres de fé?</p>
<p>Convém referir que o filme de Javier Fesser coleccionou prémios em festivais um pouco por toda a Espanha e que o processo de beatificação da pequena Camino está ainda em curso. Se é que alguma destas informações é realmente importante&#8230;</p>
<p>No entanto, nem tudo são dúvidas, em &#8220;Camino&#8221;. Na verdade, saí do filme convencido de duas coisas que parecem não ter discussão: em Espanha, é muito fácil conquistar prémios de cinema, assim como é tremendamente simples ser-se beatificado.</p>
<p>Nuno Matos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/paciencia-de-santo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A febre do amor</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/a-febre-do-amor/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/a-febre-do-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 17:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Semana dos Realizadores]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[Febre da Fieno]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Luchetti]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1278</guid>
		<description><![CDATA[Eu sei, o título desta crítica é um tudo ou nada piegas. Mas &#8220;Febre da Fieno&#8221;, filme de estreia da italiana Laura Luchetti, é uma história de amor e de como esse sentimento nos deixa doentes, febris e incapazes de racionalizar normalmente. A realizadora, presente no Rivoli, fez questão de descrever o seu filme como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1286" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/479G9246.jpg"><img class="size-medium wp-image-1286" title="479G9246" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/479G9246-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Fantasporto)</p></div>
<p>Eu sei, o título desta crítica é um tudo ou nada piegas. Mas &#8220;Febre da Fieno&#8221;, filme de estreia da italiana Laura Luchetti, é uma história de amor e de como esse sentimento nos deixa doentes, febris e incapazes de racionalizar normalmente.</p>
<p>A realizadora, presente no Rivoli, fez questão de descrever o seu filme como sendo um moderno conto de fadas. Não diria tanto, mas que é um filme simpático, despreocupado e bem disposto, lá isso é, E produziu esse mesmo efeito nos poucos espectadores que tiveram disponibilidade para o ver.</p>
<p>Passado em Roma, &#8220;Febre da Fieno&#8221; mostra-nos a vida de um grupo de pessoas, unidas em torno de uma loja de artigos <em>vintage</em>, mas acima de tudo ligadas pelo amor; pelo amor que se sente, pelo amor que se perde e pelo que se conquista. E isso chega para fazer deste um filme bonito, suave e demasiado agradável para se levar a mal alguma pieguice em que incorre, eventualmente.</p>
<p>E depois, como seria possível não gostar de um filme que tem uma banda sonora de eleição, encabeçada por esse génio sentimental de seu nome Devendra Banhart?</p>
<p>Em suma, &#8221; Febre da Fieno&#8221; foi um dos filmes simpáticos do Fantasporto 2011 &#8211; a par de outra obra italiana, &#8220;18 Anno Dopo &#8211; e de tal forma influenciou positivamente o público no Rivoli, que ninguém sequer sentiu o choque de transitar da violência de &#8220;Secuestrados&#8221; para a delicadeza proposta por Laura Luchetti.</p>
<p>Esta é a prova de que todos os géneros cinematográficos podem coexistir pacificamente no mesmo festival, na mesma sala e para o mesmo público. Basta, para isso, que tenham qualidade.</p>
<p>Nuno Matos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/a-febre-do-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como nos bons velhos tempos&#8230;</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/como-nos-bons-velhos-tempos/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/como-nos-bons-velhos-tempos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 16:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema Fantástico]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Angel Vivas]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>
		<category><![CDATA[Secuestrados]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1275</guid>
		<description><![CDATA[É tão bom, entrar no Rivoli, acomodar-me naquelas cadeiras que, ao fim de uma semana , o corpo já não suporta, e ser transportado para um tempo em que o Auditório Nacional de Carlos Alberto ainda era uma sala confortável e acolhedora, e em que o Fantasporto era um festival interessante e surpreendente. &#160; Momento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1283" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/Secuestrados_01.jpg"><img class="size-medium wp-image-1283" title="Secuestrados_01" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/Secuestrados_01-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Fantasporto)</p></div>
<p>É tão bom, entrar no Rivoli, acomodar-me naquelas cadeiras que, ao fim de uma semana , o corpo já não suporta, e ser transportado para um tempo em que o Auditório Nacional de Carlos Alberto ainda era uma sala confortável e acolhedora, e em que o Fantasporto era um festival interessante e surpreendente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Momento destes foram raros, na presente edição do Fantas. Até ontem, só por duas ou três vezes, me tinha realmente sentido preso ao ecrã. &#8220;Secuestrados&#8221; agarrou o público pelos colarinhos, e durante 80 minutos não parou de o sacudir, empurrar, agredir e assustar. Foi, a todos os níveis, o filme mais intenso e violento que passou pelo Rivoli este ano.</p>
<p>Realizado por Miguel Àngel Vivas, &#8220;Secuestrados&#8221; conta a história de uma família que, na primeira noite na sua casa nova, acaba por viver um pesadelo nada condizente com o que deveria ser uma ocasião festiva. O tema não é original, e a organização do festival compara-o mesmo a &#8220;Funny Games&#8221;, de Michael Haneke.</p>
<p>A comparação não é descabida. A grande diferença, é que enquanto Haneke realizou um filme que atacava o nervoso miudinho dos espectadores, Vivas apostou na violência pura e dura, não escondendo nada do público. Aliás, essa é uma das qualidades de &#8220;Secuestrados&#8221;: não há segredos, não há grandes surpresas guardadas e tudo é muito simples e, de certa forma, próximo da realidade.</p>
<p>Genial é a opção do realizador em construir o seu filme através de planos-sequência, alguns de largos minutos, sem no entanto perder qualquer energia, tensão e emoção. E &#8220;Secuestrados&#8221; é, de facto, um filme que leva estes três atributos ao limite do suportável. Culpa da mão firme do realizador espanhol, e culpa também de um elenco irrepreensível e que se entregou totalmente ao desempenho de papéis nada simples.</p>
<p>Único defeito de &#8220;Secuestrados&#8221;: não querendo abdicar dos planos-sequência, Miguel Àngel Vivas opta, por vezes, em mostrar duas acções em simultâneo, recorrendo, para isso, ao ecrã dividido. Não funciona. E não funciona porque a acção é tanta e de tal maneira electrizante, que o espectador acaba por não se conseguir concentrar em nenhuma.</p>
<p>É pena. Assim não fosse, e estaríamos perante um filme perfeito. Ainda assim &#8211; e pese embora mais uma decisão pouco compreensível da organização, que o empurrou para uma pouco digna primeira sessão da tarde &#8211; é muito possível que &#8220;Secuestrados&#8221; não saia deste Fantasporto de mãos a abanar.</p>
<p>Nuno Matos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/como-nos-bons-velhos-tempos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sala cheia para ver uma mão cheia de inadaptados sociais</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/sala-cheia-para-ver-uma-mao-cheia-de-inadaptados-sociais/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/sala-cheia-para-ver-uma-mao-cheia-de-inadaptados-sociais/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 04:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrojferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Première & Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Pierre Jeunet]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[Micmacs]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1263</guid>
		<description><![CDATA[Micmacs, de Jean-Pierre Jeunet é um filme a jogar em casa. Assim foi, sala completamente cheia, com bilhetes esgotados durante a tarde. Mesmo assim minutos antes do inicio bastantes pessoas ainda tentavam a sua sorte na bilheira e entrada do Rivoli. A história tem como pano de fundo os bairros da periferia de Paris, da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1264" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/micmacs-a-tire-larigot.jpg"><img class="size-medium wp-image-1264" title="micmacs-a-tire-larigot" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/micmacs-a-tire-larigot-300x114.jpg" alt="" width="300" height="114" /></a><p class="wp-caption-text">Bazil é a personagem que desencadeia toda a acção (Foto: Fantasporto)</p></div>
<p>Micmacs, de Jean-Pierre Jeunet é um filme a jogar em casa. Assim foi, sala completamente cheia, com bilhetes esgotados durante a tarde. Mesmo assim minutos antes do inicio bastantes pessoas ainda tentavam a sua sorte na bilheira e entrada do Rivoli.</p>
<p>A história tem como pano de fundo os bairros da periferia de Paris, da mesma forma como fez  em &#8220;A Fabulosa História de Amélie Poulain&#8221; e mesmo com essa previsibilidade, &#8220;Micmacs&#8221; consegue prender a atenção dos espectadores, divertir e trazer à tona um assunto para deixar a pensar. A começar pelo nome dos personagens: Remington, um homem que escreve histórias na máquina de escrever; Fracasse, um homem que só fracassou na vida; e Calculette, uma rapariga que consegue calcular tudo, desde as medidas do seu corpo, até à distância relativa entre dois carros em movimento. Vivem todos em familia, unidos pelas desgraças, motivados a viver um dia depois do outro, numa casa construída em cima de um lixeira, feita apenas com materiais reciclados.</p>
<p>A expectativa era obviamente alta e Com actores acostumados a trabalhar com o realizador, como Dominique Pinon &#8211; actor fetish do cineasta que participou em &#8220;Delicatessen&#8221; e &#8220;Amélie&#8221;, Dany Boon e André Dussollier, entre outros, &#8220;Micmacs à tire-larigot&#8221; leva Jeunet a um mundo mais surreal, mais perto de &#8220;Delicatessen&#8221;, mas esticando mais os limites da farsa. O resultado é um filme bastante cómico, que por vezes porém excede-se na surrealidade e repega em pequenos detalhes já esbatidos, na forma, em outros trabalhos anteriores.</p>
<p>No meio de tanto absurdo é de realçar a sátira à indústria bélica e pela forma como no meio do humor se pode passar uma mensagem bastante critica à forma como a linguagem da guerra se torna tantas vezes a linguagem do nosso dia-a-dia.</p>
<p>Como aperitivo e para abrir o apetite para um filme que não deve demorar muito a estar nas salas aqui ficam umas perguntas para responder:</p>
<p>&#8220;É melhor viver com uma bala alojada no cérebro, mesmo que isso signifique que possas morrer a qualquer instante? Ou preferias retirar a bala e viver como um vegetal para o resto da vida? As zebras são brancas com listas pretas, ou pretas com listas brancas? Valem mais os estilhaços que as minas? Cabe uma mulher num frigorífico? Qual o recorde mundial de um homem lançado num canhão?&#8221;</p>
<p>Pedro Ferreira</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/sala-cheia-para-ver-uma-mao-cheia-de-inadaptados-sociais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Carancho, um abutre vindo da Argentina</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/carancho-um-abutre-vindo-da-argentina/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/carancho-um-abutre-vindo-da-argentina/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 09:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrojferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Semana dos Realizadores]]></category>
		<category><![CDATA[Carancho]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Trapero]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1237</guid>
		<description><![CDATA[Um advogado chamado Sosa, que perdeu sua licença para praticar, mas que continua a trabalhar nas ruas durante a noite de Buenos Aires. Oferecendo aos clientes lesados o serviço de seguros e indemnizações de uma empresa predatória que irá paga-los, entre um quarto ou um quinto do valor, é conhecido nas ruas como abutre. Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1238" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/Carancho5.jpg"><img class="size-medium wp-image-1238" title="Carancho5" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/Carancho5-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">As duas personagens principais do filme (Foto: Fantasporto)</p></div>
<p>Um advogado chamado Sosa, que perdeu sua licença para praticar, mas que continua a trabalhar nas ruas durante a noite de Buenos Aires. Oferecendo aos clientes lesados o serviço de seguros e indemnizações de uma empresa predatória que irá paga-los, entre um quarto ou um quinto do valor, é conhecido nas ruas como abutre. Quando ele encontra pela primeira vez Luján, uma médica que tem um horário sobrecarregado entre emergências de ambulância para ganhar dinheiro extra e a urgência no hospital, ela parece ser o anjo que pode resgatar a existência deste advogado.</p>
<p>Estas duas almas feridas acabam por se apaixonar, é claro, mas este é o tipo de história onde cada um tem segredos que não consegue dizer ao outro não poderá ter um final feliz. Sosa está em dívida com algumas pessoas e acaba fazendo algo que é criminoso e quase imperdoável para Luján.</p>
<p>Trapero mantém a tensão crescente, gradualmente forte, e o director de fotografia Julián Apezteguia alterna entre cores saturadas e nightscapes. Num estilo de filmagem que faz lembrar o filme &#8220;Amor Cão&#8221;, a velocidade é quase a mesma. Com um esquema de argumento e filmagem como este, seria fácil para &#8220;Carancho&#8221; ser implacável, até mesmo comicamente sisudo, e há alguns momentos de espiral dos personagens que arrastam toda a história com eles. Entre o advogado que tenta conciliar as contradições inerentes a um homem que foi violentamente empurrado para um mundo violento, mas que parece estranhamente a jogar em casa, e a médica com nuances de junkie, em que o consumo de drogas são consequência quer do ritmo do seu trabalho quer de uma dependência voluntária. Trapero conduz-nos até ao fim com integridade e  para uma chocante conclusão do filme.</p>
<p>É um retrato fiel da corrupção enraizada na sociedade urbana da Argentina. Interessante tanto pela caracterização social como pelas voltas do guião que não nos deixam acomodar. A chave está precisamente na forma como nos obriga a atenção mesmo até ao último frame.</p>
<p>Pedro Ferreira</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/carancho-um-abutre-vindo-da-argentina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;R U There&#8221;</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/r-u-there/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/r-u-there/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 03:10:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Semana dos Realizadores]]></category>
		<category><![CDATA[David Verbeek]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[R U There]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1245</guid>
		<description><![CDATA[&#160; O cinema, como qualquer outra arte, suponho, é altamente influenciado por acontecimentos marcantes na história da humanidade, modas, tendências e gerações marcantes por uma razão ou outra. Hoje em dia, é visível a influência da Internet, e especialmente das redes sociais, em muitos dos argumentos que chegam ao grande ecrã. &#8220;R U There&#8221;, do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1258" class="wp-caption alignleft" style="width: 222px"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/RUThere.jpg"><img class="size-medium wp-image-1258" title="RUThere" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/RUThere-212x300.jpg" alt="" width="212" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Fantasporto)</p></div>
<p>O cinema, como qualquer outra arte, suponho, é altamente influenciado por acontecimentos marcantes na história da humanidade, modas, tendências e gerações marcantes por uma razão ou outra.</p>
<p>Hoje em dia, é visível a influência da Internet, e especialmente das redes sociais, em muitos dos argumentos que chegam ao grande ecrã. &#8220;R U There&#8221;, do holandês David Verbeek, por exemplo, tem como ponto de partida as competições de jogos online e o mundo virtual do Second Life, mas é muito mais do que isso.</p>
<p>Jitze, interpretado por Stijn Koomen, é uma espécie de super-estrela dos jogos em rede, e está em Taipé para disputar uma importante competição. Reservado e muito concentrado nos seus objectivos, Jitze vive fechado no seu mundo virtual, pouco dado a contactos de índole social. Até ao dia que conhece Min Min e se apaixona.</p>
<p>É a partir desse momento que percebemos que &#8220;R U There&#8221; não é um filme sobre o fenómeno da Internet mas sim sobre o isolamento e a dificuldade em comunicar e sobre as diferenças entre culturas. No limite, &#8220;R U There&#8221; é também uma história de amor. Bonita, diga-se.</p>
<p>O problema reside no ritmo que Verbeek impôs ao seu filme. Tudo é demasiado lento e excessivamente contemplativo. A comparação é exagerada, mas por vezes &#8220;R U There&#8221; faz lembrar &#8220;The Thin Red Line&#8221;, de Terrence Malick. Por ser tão pausado, tão silencioso e, aqui e ali, tão poético.</p>
<p>Só que não é Malick quem quer, e as boas intenções do realizador, acabam por prejudicar um filme simpático e de que apetece gostar. Fica a ideia de que um pouco menos de ambição não lhe teria feito mal nenhum.</p>
<p>Nuno Matos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/r-u-there/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Para molhar o pãozinho</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/para-molhar-o-paozinho/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/para-molhar-o-paozinho/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 02:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema Fantástico]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Aharon Keshales]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[Rabies]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1236</guid>
		<description><![CDATA[Não se preocupem, esta crítica não tem nada a ver com culinária. «Molhar o pãozinho» era a expressão favorita do público do Fantasporto quando este ainda era (literalmente) um festival de sangue, tripas e mortes violentas. Este ano, apesar de já se terem visto algumas coisas do género, nenhum dos filmes tinha cumprido as regras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1250" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/anyia-bukstein-cu.jpg"><img class="size-medium wp-image-1250" title="anyia bukstein cu" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/anyia-bukstein-cu-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Fantasporto)</p></div>
<p>Não se preocupem, esta crítica não tem nada a ver com culinária. «Molhar o pãozinho» era a expressão favorita do público do Fantasporto quando este ainda era (literalmente) um festival de sangue, tripas e mortes violentas.</p>
<p>Este ano, apesar de já se terem visto algumas coisas do género, nenhum dos filmes tinha cumprido as regras de ouro do bom cinema <em>gore</em>. A espera terminou ao 6º dia de festival e com um improvável filme de terror israelita de seu nome &#8220;Rabies&#8221; (Kalevet, em hebráico).</p>
<p>Realizado por Ahron Keshales e Navot Paposhaddo, o filme demonstra na perfeição a velha Lei de Murphy, que defende que &#8220;se algo pode correr mal, correrá mal da pior maneira, no pior momento e de modo a causar o maior estrago possível&#8221;. E em &#8220;Rabies&#8221; as coisas correm terrivelmente mal para um grupo de pessoas que, por uma razão ou outra, se encontram na mesma floresta, no pior momento e na pior altura.</p>
<p>Não se sabe se seria essa a intenção dos realizadores, mas é possível ver nestes acontecimentos tenebrosos uma metáfora da condição humana e de como esta facilmente se transforma numa selvajaria irracional. Porque de facto, e pensando bem, nada faz prever a barbárie com que somos presenteados durante uma bem passada hora e meia.</p>
<p>Quando um filme arranca palmas a cada uma das mortes, isso significa duas coisas: que é um filme de «molhar o pãozinho», à boa moda do antigo Fantas, e que, por isso mesmo, diverte o público.</p>
<p>Já aqui foi dito, num post anterior, que o Fantasporto deste ano tem sido marcado por filmes pouco entusiasmantes e, sejamos sinceros, bastante chatos. Por essa razão, ver &#8220;Rabies&#8221; em clima de festa foi, ao mesmo tempo, nostálgico e muito, muito divertido. Mais um ou outro como ele, e o Fantas 2011 seria bem mais interessante.</p>
<p>Nuno Matos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/para-molhar-o-paozinho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O diabo no Fantas</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/o-diabo-no-fantas/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/o-diabo-no-fantas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 01:24:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema Fantástico]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Orient Express]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[I Saw the Devil]]></category>
		<category><![CDATA[Ji-woon Kim]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1224</guid>
		<description><![CDATA[Comecemos por uma previsão:  &#8220;I Saw The Devil&#8221; vai vencer o Fantasporto 2011.  Já sei, prever estas coisas pode muito bem ser um risco desnecessário. Mas enfim, tantos anos como espectador do Fantas ajudam a perceber quais são os filmes que ainda conseguem impressionar o júri. Não é a primeira vez que Jee-woon Kim apresenta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1233" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/I-Saw-The-Devil_4.jpg"><img class="size-medium wp-image-1233" title="I Saw The Devil_4" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/I-Saw-The-Devil_4-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Fantasporto)</p></div>
<p>Comecemos por uma previsão:  &#8220;I Saw The Devil&#8221; vai vencer o Fantasporto 2011.  Já sei, prever estas coisas pode muito bem ser um risco desnecessário. Mas enfim, tantos anos como espectador do Fantas ajudam a perceber quais são os filmes que ainda conseguem impressionar o júri.</p>
<p>Não é a primeira vez que Jee-woon Kim apresenta um filme seu no Fantasporto. Em 2004 venceu o festival com &#8220;A Tale of Two Sisters&#8221; e em 2009 trouxe o delírio western-spaghetti de seu nome &#8220;The Good The Bad The Weird&#8221;. Ou seja, é um daqueles nomes cuja descoberta é gritada a plenos pulmões pela organização do Fantas.</p>
<p>Falando do que realmente interessa: o novo filme de Jee-woon Kim é realmente bom e se a previsão se concretizar, e o principal prémio do certame lhe for dirigido, será inteiramente justo. Por todas as razões.</p>
<p>O argumento é genial, a acção e tensão são magistralmente doseadas, e os actores estão em absoluto estado de graça. Min-sik Choi e Byun-hun Lee não são nomes propriamente conhecidos do grande público, mas assinam interpretações electrizantes, de intensidade acima do normal e são os principais culpados por passarmos mais de duas horas agarrados à cadeira. Por prazer, não por medo ou desconforto.</p>
<p>Choi já tinha surpreendido o público do Fantas com um papel igualmente intenso no filme &#8220;Oldboy&#8221;, de 2003. Em &#8220;I Saw The Devil&#8221; leva ainda mais longe as suas capacidades e mostra todo o seu potencial de actor. Concorre, sem dúvida, para o prémio de melhor actor do festival.</p>
<p>Em suma: o filme de Jee-woon Kim parece ter enchido a barriga do público presente no Rivoli. Simultaneamente, deu a este Fantas, até agora tão pouco entusiasmante, um cheirinho do que era o bom velho Fantasporto. O festival de cinema de que tanta gente sente ainda falta.</p>
<p>Nuno Matos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/o-diabo-no-fantas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Finalmente, ar fresco</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/finalmente-ar-fresco/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/finalmente-ar-fresco/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 20:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Matos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Semana dos Realizadores]]></category>
		<category><![CDATA[18 Anni Dopo]]></category>
		<category><![CDATA[Edoardo Leo]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1221</guid>
		<description><![CDATA[É sabido, o Fantasporto há muito que deixou de ser um festival de cinema de terror e de fantástico. A decisão mudou significativamente o cartaz do certame, que, logicamente, passou a contar com uma maior variedade temática. As consequências dessa mudança são muitas e, provavelmente, discutíveis, mas a verdade é que essa abertura a outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1227" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/VD9R7764.jpg"><img class="size-medium wp-image-1227" title="VD9R7764" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/VD9R7764-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Fantasporto)</p></div>
<p>É sabido, o Fantasporto há muito que deixou de ser um festival de cinema de terror e de fantástico. A decisão mudou significativamente o cartaz do certame, que, logicamente, passou a contar com uma maior variedade temática.</p>
<p>As consequências dessa mudança são muitas e, provavelmente, discutíveis, mas a verdade é que essa abertura a outros géneros trouxe ao Porto algumas pérolas da sétima arte. &#8220;18 Anni Dopo&#8221;, de Edoardo Leo, pode não ser uma pérola, mas é sem dúvida a primeira obra de qualidade indiscutível desta 31ª edição do Fantasporto.</p>
<p>A história é simples e bem contada, sem grandes reviravoltas e complicações desnecessárias. O sentido de humor tipicamente italiano conquista-nos, e o pequeno (sem exageros) drama familiar comove o suficiente para nos sentirmos na pele daquelas pessoas. É uma história simples, repito, mas tocante e muito bem gerida por um realizador que se estreia, da melhor maneira, no grande ecrã.</p>
<p>De Edoardo Leo interessa dizer que é um actor italiano com larga experiência na televisão, que havia já realizado um tele-filme e que, nesta obra, assina, não só a realização, como também um dos papéis principais. E que papel! O seu Mirko é, indiscutivelmente, o ponto mais alto de um filme que prima pelo equilíbrio e pela discrição. Mirko é, simultaneamente, a personificação do drama e da comédia em &#8220;18 Anni Dopo&#8221;.</p>
<p>É realmente uma pena, um filme destes não ter honras de horário nobre no Fantasporto. A haver alguma justiça na hora de decidir prémios, &#8220;18 Anni Dopo&#8221; pode muito bem ser um dos mais galardoados e Edoardo Leo distinguido como o melhor actor.</p>
<p>Nuno Matos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/finalmente-ar-fresco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rumo ao Oriente no comboio do cinema Sul Coreano</title>
		<link>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/rumo-ao-oriente-no-comboio-do-cinema-sul-coreano/</link>
		<comments>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/rumo-ao-oriente-no-comboio-do-cinema-sul-coreano/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 04:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrojferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Orient Express]]></category>
		<category><![CDATA[cinema sul coreano]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasporto 2011]]></category>
		<category><![CDATA[JUP]]></category>
		<category><![CDATA[RASCUNHO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fantasporto.rascunho.net/?p=1215</guid>
		<description><![CDATA[Cena do filme &#8220;Siworae&#8221; de Lee Hyun-seung, adaptado mais tarde por Hollywood com o título &#8220;The Lake House&#8221; Em 1999, &#8220;Shiri&#8221; tornou-se o filme de maior sucesso na história  do cinema sul-coreano, campeão de bilheteira não só na Coreia do Sul, mas também de Hollywood. Na verdade, o filme é tão assertivo e emocionante como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_1216" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/Il-mare.jpg"><img class="size-medium wp-image-1216" title="Il mare" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2011/03/Il-mare-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Cena do filme &#8220;Siworae&#8221; de Lee Hyun-seung, adaptado mais tarde por Hollywood com o título &#8220;The Lake House&#8221;</dd>
</dl>
</div>
<p>Em 1999, &#8220;Shiri&#8221; tornou-se o filme de maior sucesso na história  do cinema sul-coreano, campeão de bilheteira não só na Coreia do Sul, mas também de Hollywood. Na verdade, o filme é tão assertivo e  emocionante como qualquer produção americana a que estamos habituados. Enquanto os especialistas em cinema, apesar de cientes do sucesso e do porquê, do realizador Im Kwon-taek, as entradas em festivais multiplicaram-se pelo mundo todo. Em casa, &#8220;Shiri&#8221; marcou o início de um renascimento de uma indústria comercialmente viável, artisticamente aclamada que lançou a Coreia no palco global.</p>
<p>Apenas dois anos após a sua produção, filmes coreanos no próprio país conseguiam o domínio de bilheteira, algo que não acontecia antes perante o monstro concorrencial de Hollywood.</p>
<p>Enquanto o cinema americano continua cheio de filmes adaptados da BD, jogos de computador, &#8220;remakes&#8221; e sequelas, as coisas não são o mesmo no resto do mundo. Como o cinema mundial se está a tornar menos dominado por uma constante saturação de filmes americanos, destaca-se hoje uma das escolas que nos tem chegado muito por culpa do Fantasporto.</p>
<p>A Coreia do Sul tem visto um aumento de produção e distribuição do seu cinema nos últimos dez anos. Produzindo filmes que são experimentais e divertidos ao mesmo tempo, as histórias abraçam facilmente as plateias. Não são só os fãs de cinema puro que o reconhecem mas Hollywood também, ao tentar produzir &#8220;remakes&#8221; de alguns dos mais conhecidos filmes da geração actual de realizadores sul-coreanos.</p>
<p>Qual a chave para o sucesso do cinema sul-coreano? É sobre a história, não é apenas como criar uma boa história mas com a qual o público se pode relacionar. Fazem-no sobre a vida familiar disfuncional, tradicional ou não-tradicional e como cada um de nós lida com ela. Sobre a violência física e psicológica, tantas vezes sobre vingança. Sempre com muita reflexão sobre a condição humana e sobre a forma como vivemos na sociedade actual. Desligados pelos telemóveis, computadores e todos os outros meios de relacionamento. Depois, é só adicionar as explosões, as ondas gigantes, monstros, vampiros, loucos ou qualquer trama secundária que toda a gente gosta de ver em cinema mas sempre no meio do caos já instalado.</p>
<p>Sem viver lá ou alguma vez ter visitado sequer a Coreia do Sul, só resta especular sobre aqueles que crescem num país que teve e tem uma história turbulenta com o país vizinho a norte e variados sistemas políticos presentes nos países em torno dele. Serão as razões históricas e sociais factor para despoletar este tipo de cinema?</p>
<p>Pedro Ferreira</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fantasporto.rascunho.net/2011/03/rumo-ao-oriente-no-comboio-do-cinema-sul-coreano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

