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	<title>FANTASPORTO &#187; Ao Vivo</title>
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	<description>Especial Rascunho e JUP</description>
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		<title>«Che, The Argentine» abre Fantasporto</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 16:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ao Vivo]]></category>
		<category><![CDATA[Première & Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[Blade Runner]]></category>
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		<category><![CDATA[Steven Soderbergh]]></category>
		<category><![CDATA[The Deal]]></category>
		<category><![CDATA[The Wolfman]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O discurso de apresentação do 29ª edição do Fantasporto surpreendeu ao não continuar a rotina de queixume e <em>entitlement</em> do costume. Mas o tom de pequenez foi mantido com o mantra da noite. “Este não é um Fantas da crise”, afirmou a directora do festival, Beatriz Pacheco Pereira, em jeito de resposta directa a “títulos de jornais nacionais” e como uma espécie de ultimato lançado ao Instituto do Turismo, que aparentemente tem dois meses para decidir se apoia o Fantasporto. Contudo, a lista de agradecimentos a instituições e entidades que apoiam o “Fantas” esteve, ao contrário do que aconteceu o ano passado, desprovida de farpas.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-178" title="che-poster-lowqual-big" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2009/02/che-poster-lowqual-big.jpg" alt="che-poster-lowqual-big" width="150" height="200" />Findo o discurso, a anunciada <em>preview</em> de <em>The Wolfman</em> não foi projectada devido ao atraso dos procedimentos, tendo um grande auditório do Rivoli repleto assistido, de seguida, a <em>The Argentine</em>. O filme reveste-se da linearidade típica de Soderbergh, uma aproximação dos factos sem enquadramento nem valor acrescentado. A reconstituição da guerrilha, nos limitados cenários a que se dedica, é competente e por alturas bastante dinâmica (a tomada de Santa Clara, no terceiro acto). Mas com pouco mais do que figurões a debitar efemérides, o peso do filme iria cair sobre os ombros do retrato de Benicio del Toro. Mas este dá-nos uma performance recatada, em postura de humildade perante a figura homenageada. Com apenas metade do filme visto (e aparentemente <em>The Argentine</em> é a metade inferior) será difícil lançar juízo, até porque há claramente desenvolvimentos que apenas são semeados aqui. Contudo, <em>The Argentine</em> mantém-se na tradição dos <em>biopics</em>: sem relevância, apenas uma aglomeração de documentação sobre uma personalidade.</p>
<p>A noite prosseguiu no grande auditório com a exibição de <em>The Deal</em>, uma comédia tragicamente defeituosa e vazia, terminando com a projecção do soberbo<em> Blade Runner</em>, de Ridley Scott, aqui na versão <em>Final Cut</em> (que já o ano passado o festival tentou trazer ao Rivoli).</p>
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		<title>Abstração biotécnica</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 15:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Meirelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ao Vivo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Cruz]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta quinta-feira, o ciclo de palestras sobre a arquitectura do futuro, promovido pelo Fantasporto e pela Ordem dos Arquitectos teve a sua segunda e final edição. Desta vez, o convidado foi o arquitecto português radicado em Londres, Marcos Cruz, que acaba de receber do Royal Institute of British Architects, prémio máximo de destaque em teses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-142 alignleft" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Conferência sobre as Ruínas do Futuro" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc_0126.jpg" alt="Conferência sobre as Ruínas do Futuro" width="200" height="108" />Nesta quinta-feira, o ciclo de palestras sobre a arquitectura do futuro, promovido pelo Fantasporto e pela Ordem dos Arquitectos teve a sua segunda e final edição. Desta vez, o convidado foi o arquitecto português radicado em Londres, Marcos Cruz, que acaba de receber do Royal Institute of British Architects, prémio máximo de destaque em teses de doutoramento.</p>
<p>No início da palestra, o arquitecto criou relações entre marcos da ficção científica cinematográfica e a produção arquitectónica que as seguiram e persistem com grande força até hoje, principalmente em escritórios londrinos, citando como exemplo os filmes <em>Barbarella</em> (1968), <em>Blade Runner</em> (1982) e <em>Matrix</em> (1999). Foi usando este último como ponto de partida que Marcos Cruz expôs seus conceitos por trás de sua produção arquitectónica. A biotecnologia, associada as potencialidades da tecnologia digital e dos estudos sobre materialidade nos espaços construídos são as bases em que o arquitecto sustenta sua pesquisa e trabalho.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-138" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Conferência sobre as Ruínas do Futuro" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc_0104.jpg" alt="Conferência sobre as Ruínas do Futuro" width="200" height="126" />Em seguida, exibiu algumas imagens dos seus projectos, sempre com formas inusitadas e orgânicas, aproveitando-se ao máximo dos efeitos que uma nova relação corpo-espaço pode gerar. Para Cruz não há limites para esta relação: «A nossa ideia de corpo em arquitectura é construída de forma oposta à noção comum e redutora da metáfora da pele como uma membrana fina e plana. A ideia do corpo perfeito e burguês influenciou muito a forma com que a arquitectura é projectada desde o modernismo, ela deve ser sentida e vivida e não apenas observada como obra de arte». Partindo desta ideia, o arquitecto demonstrou o quanto a imagem «cyborguiana» de um corpo sem limites e totalmente aberto a extensões é importante para suas obras e como tal imagem, sempre renovada por filmes de ficção científica, está cada vez mais presente no trabalho de muitos artistas e teóricos de vanguarda.</p>
<p>Terminada a apresentação, iniciou-se o tempo reservado para perguntas. Fugindo de questões técnicas e concentrando-se na teoria, elas serviram de pretexto para que o arquitecto falasse mais sobre questões que o preocupam na relação das pessoas com os espaços. Para Marcos Cruz a arquitectura não deve ser pensada apenas como um jogo abstracto de planos, pontos e linhas, mas sim como um corpo inteiro, muito mais do que uma simples barreira física de convivência, ela deve ser a própria imagem em movimento que reflecte a vida e ambições de uma sociedade.</p>
<p>Para os muitos alunos da FAUP que assistiram a palestra restou apenas uma dúvida. Se Marcos Cruz, este novo e promissor arquitecto português, fosse dar a mesma palestra na escola projectada por Siza, sairia ele aplaudido ou apedrejado?</p>
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		<title>Fujimoto, o conceptualista</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 20:21:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Meirelles</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ao Vivo]]></category>
		<category><![CDATA[Sou Fujimoto]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira conferência sobre arquitectura no futuro teve como convidado o arquitecto japonês Sou Fujimoto. Através de uma apresentação de slides, contendo imagens, diagramas e desenhos técnicos, o arquitecto exibiu os seus projectos inovadores para habitações. Partindo sempre de formas e volumes simples, aposta mais na relação que as pessoas podem criar com os espaços [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira conferência sobre arquitectura no futuro teve como convidado o arquitecto japonês Sou Fujimoto. Através de uma apresentação de slides, contendo imagens, diagramas e desenhos técnicos, o arquitecto exibiu os seus projectos inovadores para habitações. Partindo sempre de formas e volumes simples, aposta mais na relação que as pessoas podem criar com os espaços do que na sofisticação dos mesmos.</p>
<div id="attachment_86" class="wp-caption alignleft" style="width: 230px"><img class="size-full wp-image-86" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Sou Fujimoto mostra o seu trabalho" src="http://fantasporto.rascunho.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc_0069.jpg" alt="Sou Fujimoto mostra o seu trabalho (Foto: Cíntia Morais)" width="220" height="136" /><p class="wp-caption-text">Sou Fujimoto mostra o seu trabalho (Foto: Cíntia Morais)</p></div>
<p>O arquitecto iniciou a apresentação explicando os conceitos que dão forma aos seus projectos: «ninho», em referência a espaços que são projectados para a acomodação imediata das pessoas, e «caverna», espaços sem preparo em que os usuários se acomodam aos poucos. A partir daí, Fujimoto explicou as diferenças da sua arquitectura inovadora em relação aos conceitos básicos da arquitectura moderna criados pelo arquitecto suíço-francês Le Corbusier em 1914 (piso, pilar e escada). Na sua arquitectura, explicou o japonês, não existem pré-definições, estruturais ou formais, os espaços e formas são gerados como elementos de paisagem em que as pessoas naturalmente encontram um espaço em que se sintam bem.</p>
<p>Após mostrar estes conceitos aplicados em alguns dos seus projectos, Fujimoto respondeu a algumas perguntas da plateia. Apesar de a maioria serem referentes a questões técnicas e construtivas nos seus projectos, alguns questionaram a viabilidade das ideias do arquitecto, apesar de serem muito interessantes, e como elas seriam realmente implantadas na sociedade actual. O arquitecto defendeu-se, dizendo que a maioria dos suas obras se localizam no Japão exactamente por este país ter uma mentalidade mais aberta para novas formas de habitação e relação com os espaços.</p>
<p>Apesar da geral satisfação a respeito da apresentação e qualidade dos projectos de Sou Fujimoto, a maioria dos espectadores saiu com a ideia de que o arquitecto japonês trabalha baseado em ideias bastante conceptualistas, que talvez tenham mais condições de serem aplicadas apenas no Japão.</p>
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