Especial Rascunho e JUP

Antevisão

Antevisão 2011

Está aí a 31ª edição do festival de cinema internacional do Porto – o Fantasporto.

O Fantas, assim apelidado carinhosamente pelo seu publico, é já “um produto geral impregnado na cidade e no país”, como afirma Mário Dorminsky director e fundador do festival. A escolha dos próprios filmes faz-se entre cerca de 500 filmes, 1220 curtas metragens e 300 longas metragens propostas, sendo que a maioria da programação é escolhida em festivais e negociada com os distribuidores. Segundo António Rei, programador oficial, “há uma imensa qualidade e variedade, quer temática quer geográfica, dos filmes em competição.”
O Fantas, em si mesmo, é um atractivo turístico de estrangeiros ao porto, e é talvez mais reconhecido e prestigiado, no estrangeiro e no cinema mundial do que em Portugal. Nesta edição podemos contar com cerca de 200 a 250 presenças internacionais. Para alem dos festival, afirma Dorminsky, a cidade em si é um atractivo para este tipo de publico, “é muito gótica, muito fantástica”. De referir também que o Fantasporto é o festival anual com mais impacto na cidade do Porto, uma das razões que torna incompreensível a falta de financiamento por parte do Turismo de Portugal e da Câmara do Porto (apenas 5% do apoio da comissão europeia para a cultura é dirigido ao norte de Portugal e aquando os 30 anos do Fantasporto a Assembleia da Reoública aprovou um financiamento de 100 mil euros extra, que afinal não foi atribuído). No entanto, “não há nada como uma boa crise para que o cinema fantástico ganhe um novo fôlego”. Apesar do corte e da quebra de patrocínios, graças ao espírito independente e teimoso característico dos portuenses, não se baixam os braços e pelo contrário apresenta-se uma edição ainda mais forte e reforçada. Como? Criam-se parcerias, colaborações, permutas, o que permite baixar os custos globais.

Assim, nesta edição, para além dos filmes em competição, da homenagem a Paulo Trancoso, a Jean Renoir e a Mélies, podemos contar com um “espaço de cinema”- onde é apresentada uma retrospectiva de uma década das melhores curtas europeias, realizado em colaboração com os institutos oficiais dos respectivos países, a custo zero.

Mas nem só de cinema se faz Fantas, e como afirma Beatriz Pacheco Pereira, “nesta edição podemos contar com mais do que um festival de cinema, podemos contar com uma festa da cultura”. Este programa especial tem como principal objectivo cruzar áreas afins ao cinema, procurando abranger outros assuntos de que o próprio cinema já se apropriou há muito, não fosse a temática deste ano “Artes Plásticas”. O tema deste ano tem como principal propósito documentar a obra de artistas portugueses “tão maltratados, tão pouco divulgados e tão pouco documentados para a posteridade”. Assim, em parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) e a Universidade Católica, foram feitos 17 filmes, por estudantes das respectivas faculdades, de alguns dos maiores artistas nacionais. A exposição artística deste ano, “De Passagem”, reúne uma selecção de gravuras de vários artistas, editadas nas oficinas da FBAUP durante o ano de 2010. Nos debates e conferências pretende-se reflectir sobre o estado da arte em Portugal, criando uma oportunidade de aproximação da arte aos cidadãos.

De referir também a projecção de um filme interactivo, que apela directamente à intervenção dos espectadores e posiciona o Fantas na linha da frente do cinema mundial.

Com uma programação promissora, é mais uma edição a não perder. És um espectador fantástico?


Hoje no Fantas, os vencedores da 30ª edição

Dia 7 – Domingo

GRANDE AUDITÓRIO
(filmes com legendas em português)

15hs – FISH TANK de Andrea Arnold GB – 123’
Grande Prémio da Secção Oficial Semana dos Realizadores e Melhor Argumento

Trailer

17.15h – WARD nº6 de Karen Shakhnazarov – Russ/Jap/Can – 83’
Prémio Especial do Júri da Secção Oficial Semana dos Realizadores
Trailer

19.00h – LA HORDE de Yannick Dahan e Benjamin Rocher – Fra – 97’
Prémio de Melhor Argumento e de Efeitos Especiais da Secção Oficial de Cinema Fantástico
Trailer

21.00hs – HEARTLESS de Philip Ridley – 114’ – GB
Grande Prémio da Secção Oficial de Cinema Fantástico
Trailer

Antecedido por LA CARTE de Stefan Lelay – 8’ Fra
Vencedor do Prémio de Curta Metragem

23.15hs – THIRST de Park Chang-Wook – Coreia Sul – 133’
Grande Prémio da Secção Oficial Orient Express

Trailer

PEQUENO AUDITÓRIO
(filmes legendados ou falados em inglês)

15.00h – T.MA. de Juraj Herz – Rep Chec – 96’ v.o. leg. ingl.
Prémio da Critica da 30ª edição do Fantasporto

Trailer

17.00h – A FROZEN FLOWER de You Ha Coreia – 133’ – v.o. leg ingl.
Prémio Especial do Júri da Secção Oficial Orient Express

Trailer

19.15h – 1 (ONE) de Pater Sparrow – Hung – 120’ – v.o. leg ingl.
Melhor Realizador e Melhor Actor da Secção Oficial Semana dos Realizadores

Trailer


21.30h – DELIVER US FROM EVIL de Ole Bornedal – 100’ – Din v.o. leg. ingl.

Trailer

23.30h – SALVAGE de Lawrence Gough – 80’- v.o. ingl.
Prémio de Melhor Actriz da Secção Oficial de Cinema Fantástico

Trailer


Fusão de sons orgânicos a concurso

OliveTreeDance é uma banda que produz música trance orgânica donde resulta a fusão dos sons do didjeridoo com o kit de bateria e a multi-percussão sem recorrer às tecnologias actuais. Este é um dos excertos do press-release enviado pela Natural Groove Records para a nossa redacção.

Não tivemos ainda a oportunidade de escutar esta banda que, segundo refere o comunicado de imprensa, está a fazer furor – “banda revelação mais procurada nas lojas”.

Oportuno sim, é a entrada a concurso, na actual edição do Fantasporto, do videoclip da banda: “Airport Tunnel”, que será exibido no próximo dia 06 de Março no peq. Auditório, pelas 15h15.

A curta-metragem conta a história de uma experiência passada pela banda em 2005 quando, em viagem para Amesterdão, foram obrigados a fazer escala em Londres. Escala essa que viria a provocar a perda da ligação para a capital holandesa. Então decidem tocar alguns acordes junto do túnel do aeroporto de Stanstead afirmando que estavam a fazer Busking (animação de rua). O tema é assim dedicado a todos os artistas de rua que não pedem dinheiro mas que aceitam o reconhecimento dado de forma livre.

Site oficial da banda: www.olivetreedance.com


Última hora: A Lisboa de Fernando Pessoa de José Fonseca e Costa no Fantasporto

Fernando Pessoa num dos seus já conhecidos "rituais diários".

Março, 19.15h, pequeno auditório Rivoli – Teatro Municipal

O Fantasporto exibe esta quarta-feira, 3 de Março, às 19.15h, no pequeno auditório do Teatro Rivoli, uma sessão extra com o mais recente filme de José Fonseca e Costa, cineasta homenageado pelo Fantas no ano passado. A LISBOA DE FERNANDO PESSOA tem narração de Peter Coyote, o actor norte-americano que vimos na série televisiva “FlashForward” desempenhando o papel de presidente dos Estados Unidos da América.

Escrito, adaptado e realizado por José Fonseca e Costa, A LISBOA DE FERNANDO PESSOA estrutura-se em torno de um guia que o poeta Fernando Pessoa escreveu em 1925 sobre Lisboa. O livro, descoberto apenas em 1988 no espólio do poeta, destinava-se a mostrar Lisboa aos turistas que visitassem a capital e foi redigido originalmente em inglês. No filme, mais do que mostrar monumentos, jardins, praças e ruas de Lisboa como um postal ilustrado, José Fonseca e Costa quis sobretudo prestar homenagem a Fernando Pessoa, num percurso que dá a conhecer a cidade, mas também Portugal.


Abertura Oficial do Fantasporto 2010, com Solomon Kane

Produzido por Samuel Hadida, um dos grandes produtores do cinema europeu e realizado por Michael J. Basset,  Solomon Kane é a última incursão do cinema no universo literário de Robert E. Howard. Depois de nos anos 80 o cinema se ter apropriado das aventuras épicas de sword and sorcery com os filmes Conan, Red Sonja e Krull, este sub-género do fantástico hibernou durante vinte anos. Agora está de regresso com uma panóplia dos efeitos especiais espectaculares.
Solomon Kane é um herói solitário, soldado que vive na Inglaterra do século XVI, corroído pelo remorso, afastado do mundo e dos homens, a pagar a penitência pelos seus pecados. Confrontado com o poder do senhor das trevas e dos seus servos que ameaçam escravizar e dominar Inglaterra, quebra a sua promessa de ermita e embarca numa cruzada de redenção e vingança.
No elenco reencontramos Max Von Sydow, prémio carreira Fantasporto 2008, como rei, subjugado pelas forças do mal.

Trailer oficial do filme


Já rodam filmes no Fantasporto 2010

Ontem as pessoas ainda faziam o reconhecimento do local e do programa, no Rivoli. (Foto: Pedro Ferreira)

Abriu ontem a 30ª edição do Fantasporto, apesar de a abertura oficial só estar prevista para sexta-feira. Este pré-Fantas é já algo a que nos temos habituado nas últimas edições e serve para rever alguns dos filmes que por lá já passaram. Ontem na abertura dois clássicos do espírito Fantasporto, no Grande Auditório, Re-Animator e Braindead em sessão dupla e no Pequeno Auditório o primeiro filme da série, que vai passar durante toda a semana, de Robocop e o filme Idiots and Angels do Bill Plympton, vencedor do Grande Prémio Fantasporto em 2009.

Para hoje, terça-feira, os destaques da noite vão para a possibilidade de ver de novo, no Pequeno Auditório, Frostbitten, vencedor do Grande Prémio Fantasporto em 2006 e no Grande Auditório, Cronos de Guillermo del Toro, um filme vencedor de vários prémios do Fantasporto em 1984, como o Grande Prémio e  Melhor Actor entre outros.


Reabrimos o estaminé

O RASCUNHO e o JUP decidiram reeditar a parceria de cobertura especial do Fantasporto. Para o fazer, reabilitamos este blogue. A novidade seguirá calçada pelas histórias, as críticas, as fotografias e tudo o resto que trouxemos, no ano passado, do Festival Internacional de Cinema do Porto.

Em 2010, voltando a ocupar o Rivoli de 26 de Fevereiro a 6 de Março, o Fantasporto comemora 30 anos. A idade é notável e, para a tratarmos com toda a sagacidade possível, contamos convosco, os nossos leitores, para que façam deste um espaço de debate, de perspectiva e de enriquecimento. É também ao que nos propomos.


De olho em 2010

Não foi esta edição de 2009 o que mais se comentou nos últimos dias do Fantasporto. O assunto a respeito do futuro do festival perpassou pela direcção do evento, pelos media e pelo público.

No discurso de encerramento, na noite de 28 de Fevereiro, o director do Fantas, Mário Dorminsky, afirmou que o festival pode estar a correr o perigo se 80 por cento do orçamento continuar a ser coberto por patrocinadores privados. Dorminsky fez apelo à SuperBock – «que vem sendo o nosso papai e a nossa mamãe» –, cujo contrato de três anos acabou neste festival, e ao Ministério da Economia (revezando com o apelo feito ao Ministério do Turismo no discurso de abertura realizado por Beatriz Pacheco Pereira), para que emita mais subsídios para os festivais, pois «são eles que ainda sustentam grande parte das actividades culturais e ainda ajudam a divulgar o turismo da região Norte».

Durante os quinze dias de ecléctica programação, corroborando um Fantas cada vez menos focado no nicho do universo fantástico, foram mais de 50 mil espectadores com bilhetes, além dos 150 lugares reservados em cada uma das 50 sessões realizadas, considerando apenas o Grande Auditório do Rivoli.

Apesar do aumento de espectadores na ordem dos 17 por cento, fica a dúvida de como serão angariados os quatro milhões de euros necessários para realizar o festival com a mesma qualidade deste ano. A 30ª edição do Fantasporto será realizada entre 26 de Fevereiro e 6 de Março de 2010. O período pré-Fantas será dedicado à Ciência e à Robótica. «Será uma festa menor, mas iremos fazê-la com a mesma alegria e determinação que nos fez chegar a 30 anos na direção desse festival», completou Beatriz Pereira. Agora é esperar para ver.


Retrospectiva de Wim Wenders

20_643-wimwendersA edição deste ano do Fantasporto conta com dois convidados de grande influência no cinema, respectivamente Paul Schrader e Wim Wenders, realizador alemão nascido em 1945.

O trabalho do Wenders começa nos anos 60 com curtas de baixo custo como Schauplätze, daí até 1984 foram uns vinte filmes, todos eles de baixo custo. Até que em 1984 um rasgo de soberania provocou o Paris, Texas, que arrecadou inúmeros prémios entre eles, A Palma de Ouro em Cannes. Este filme é uma obra-prima, pelo elenco muito bem dirigido, pela fotografia extremamente bem cuidada por Kate Altman.

O que faz de Wim Wenders um nome influente e com rasgos de loucura saudável é a polivalência que o caracteriza. Notória, esta polivalência no filme de ficção, que neste caso é para aqui chamado pelo tema fantástico intrínseco ao Fantas, intitulado Bis ans Ende der Welt, primeiro filme que introduziu efeitos especiais. Dentro ainda desta polivalência existem documentários, extremamente bem executados, como Buena Vista Social Club, ou então do ponto de vista mais experimental podemos ver o Lisbon Story, que aproveita a ausência de som para ser provocado uma sensação de atenção contemplativa, filmes de 1999 e 1994, respectivamente. Mais recentemente podemos ver um filme que voltou ao registo do Paris, Texas, caso do Don’t Come Knocking, um filme de 2005, que conta com um elenco muito bem dirigido.

palermo

Este ano no Fantas podemos ver o seu mais recente filme, Palermo Shooting, um trabalho esteticamente americanizado.


Antevendo a sessão de abertura

cheA escolha do filme de abertura oficial, à primeira vista, dificilmente poderia estar mais afastada do terror ou do fantástico. Afinal, Che é um biopic de uma figura por demais mediatizada, e a realização é de Steven Soderbergh, um mercenário maquilhado como auteur. Mas este díptico de reflexão sobre a vida do revolucionário argentino tem recolhido muito boas reacções por onde passou, nomeadamente em Sundance.

The Argentine é a primeira parte desta biografia de Che Guevara, e acompanha o Comandante desde o encontro com Fidel Castro no México até à vitória sobre o regime de Batista, com pequenas prolepses do pós-revolução a entremear a narrativa. The Guerrilla, uma segunda parte bem separada da primeira por tom e cinematografia, não faz parte da programação do Fantas. A projecção de The Argentine vai ser precedida por um clip de dez minutos do filme The Wolfman, a homenagem por Joe Johnston ao monstro clássico da Universal.

«The Deal», de Steven Schachter

«The Deal», de Steven Schachter

Mas o dia de inauguração da competição do Fantasporto vai estar recheado de opções. A seguir à primeira sessão, o Grande Auditório recebe The Deal, um filme de Steven Schachter com Elliot Gould e William H Macy, este último também o autor do guião. À uma e quinze de sábado, vai poder ser revisto o Final Cut de Blade Runner – obrigatório para quem perdeu a sessão do dia 16, ou a adorou. Já no Pequeno Auditório, poder-se-à assistir a: Bellini e o Demónio, um filme brasileiro em antestreia; Samurai Avenger, um midnight movie delirante; e Schramm, que abrirá a retrospectiva de Jorg Buttgereit (o autor estará presente no Fantas no dia 23).


Fantas ocupa Rivoli até 1 de Março

Mais um ano, mais um Fantasporto. Entre os habituais ciclos e retrospectivas, da programação do festival destacam-se a mostra de cinema galego, a homenagem ao realizador Fonseca e Costa, e um catálogo alargado de curtas-metragens europeias. O filme de abertura é Che – The Argentine de Steven Soderbergh, e a sessão de encerramento será com Adam Ressurrected de Paul Schrader. A experiência de midnight movies no Sá da Bandeira não se repete nesta edição.

fantasporto-2009-cartazAntes da abertura oficial do Fantas a 20 de Fevereiro, o festival vai brindar-nos com um ciclo submetido ao tema As Ruínas do Futuro. Este ciclo abriu ontem o Grande Auditório com Blade Runner (no ano passado o Fantas tentou trazer o Final Cut mas não conseguiu), e conta ainda com Metropolis, e Immortel, entre outros. O valor acrescentado, a conferência, terá a sua primeira parte hoje, dia 17, e a segunda e última parte no dia 19. Esta conferência é comissariada pelo arquitecto Jorge Patrício Martins e tem o apoio da Ordem dos Arquitectos. Durante este período, o Pequeno Auditório vai receber uma mini-retrospectiva de Mario Bava, o prolífico mestre do giallo, no Pequeno Auditório. Embora com uma selecção reduzidíssima, vamos poder encontrar favoritos como Black Sunday, The Girl Who Knew Too Much ou Kill, Baby… Kill.

No dia 20, sexta-feira, a competição do festival vai abrir com a estreia de Che – The Argentine, de Steven Soderbergh. The Argentine é somente a primeira parte da biopic de Che Guevara, e lidará sobretudo com a revolução cubana. The Guerrilla, a segunda parte, poderá ter sido deixada de fora não só pela duração (em conjunto, perfazem um biopic com mais de quatro horas) mas também porque a segunda parte, que incide sobre a luta de Che na América do Sul, parece ter um ritmo demasiado lento para o glamour de uma sessão de abertura. Esta sessão é precedida por uma preview de dez minutos do filme The Wolfman, a homenagem ao monstro clássico da Universal realizada por Joe Johnston.

jose_fonseca_e_costaApós a sessão de abertura, está lançada a competição. As secções são as já habituais: Cinema Fantástico, Semana dos Realizadores, Orient Express e os prémios Mélies de Prata. Este ano o Fantasporto vai homenagear a carreira de José Fonseca e Costa (foto), mais uma grande figura do Cinema Novo português. O cineasta vai ter uma retrospectiva de seis dos seus filmes no festival, culminando com uma entrevista no palco do Pequeno Auditório no dia 26 de Fevereiro. Está também prevista a presença de duas grandes figuras do cinema internacional: Paul Schrader e Wim Wenders. Schrader, argumentista de Taxi Driver e Raging Bull vem apresentar o seu filme Adam Ressurrected, uma adaptação literária que segue a história de um sobrevivente do holocausto internado num sanatório. Wim Wenders traz-nos Palermo Shooting, a história da fuga de um fotógrafo para Itália, a fim de expandir os seus horizontes.

Outra retrospectiva de nota é a de Jorg Buttgereit. O cineasta de culto alemão fez carreira como o polémico retratista de morte, sexo e violência. Os filmes que podem ser vistos no Fantas foram objecto de repúdio e banidos numa longa lista de países. Por estas e outras razões são objectos difíceis de encontrar para o consumidor comum, havendo aqui uma oportunidade única para os ver como merecem: em salas escuras com audiências a reagirem em uníssono.

O Fantasporto deste ano, como noutros, possui um catálogo extenso repleto de nomes sonantes e projecções únicas que farão as delícias dos cinéfilos. Mas também podemos contar com outras tradições: projecção de DVDs no pequeno auditório, discursos a pedinchar, horários de filmes da competição em conflito. Mas nada disto diminui a experiência do maior festival de cinema do país ter lugar na cidade-nação do Porto.

Acompanhem este espaço para as reportagens da equipa JUP-Rascunho.


Abrindo portas

Este blogue é aberto para acompanhar o Fantasporto, que decorre no Teatro Rivoli entre 16 de Fevereiro e 1 de Março. Trata-se de uma parceria entre o portal cultural Rascunho e o Jornal da Academia do Porto, que destacaram uma equipa conjunta para estar presente no Festival Internacional de Cinema do Porto, na 29ª edição. Por cá, faremos antevisões, mostraremos fotografias do certame, escreveremos comentários críticos aos filmes em competição, destacaremos a Semana dos Realizadores e o Orient Express, acompanharemos as actividades paralelos e tudo o mais que se revelar importante. Teremos ainda tempo para revisitar as páginas que o JUP dedicou ao Fantas ao longo das últimas décadas.

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