Fotograma #6
- Baile dos Vampiros
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Hoje no Fantas, os vencedores da 30ª edição
Dia 7 – Domingo
GRANDE AUDITÓRIO
(filmes com legendas em português)
15hs – FISH TANK de Andrea Arnold GB – 123’
Grande Prémio da Secção Oficial Semana dos Realizadores e Melhor Argumento
Trailer
17.15h – WARD nº6 de Karen Shakhnazarov – Russ/Jap/Can – 83’
Prémio Especial do Júri da Secção Oficial Semana dos Realizadores
Trailer
19.00h – LA HORDE de Yannick Dahan e Benjamin Rocher – Fra – 97’
Prémio de Melhor Argumento e de Efeitos Especiais da Secção Oficial de Cinema Fantástico
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21.00hs – HEARTLESS de Philip Ridley – 114’ – GB
Grande Prémio da Secção Oficial de Cinema Fantástico
Trailer
Antecedido por LA CARTE de Stefan Lelay – 8’ Fra
Vencedor do Prémio de Curta Metragem
23.15hs – THIRST de Park Chang-Wook – Coreia Sul – 133’
Grande Prémio da Secção Oficial Orient Express
Trailer
PEQUENO AUDITÓRIO
(filmes legendados ou falados em inglês)
15.00h – T.MA. de Juraj Herz – Rep Chec – 96’ v.o. leg. ingl.
Prémio da Critica da 30ª edição do Fantasporto
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17.00h – A FROZEN FLOWER de You Ha Coreia – 133’ – v.o. leg ingl.
Prémio Especial do Júri da Secção Oficial Orient Express
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19.15h – 1 (ONE) de Pater Sparrow – Hung – 120’ – v.o. leg ingl.
Melhor Realizador e Melhor Actor da Secção Oficial Semana dos Realizadores
Trailer
21.30h – DELIVER US FROM EVIL de Ole Bornedal – 100’ – Din v.o. leg. ingl.
Trailer
23.30h – SALVAGE de Lawrence Gough – 80’- v.o. ingl.
Prémio de Melhor Actriz da Secção Oficial de Cinema Fantástico
Trailer
Fotograma #5
- Baile dos Vampiros
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Fotograma #4
- Fantasporto 2010: Entrega de Prémios
- Fantasporto 2010: Entrega de Prémios
- Fantasporto 2010: Entrega de Prémios
- Fantasporto 2010: Entrega de Prémios
- Fantasporto 2010: Entrega de Prémios
Fusão de sons orgânicos a concurso
OliveTreeDance é uma banda que produz música trance orgânica donde resulta a fusão dos sons do didjeridoo com o kit de bateria e a multi-percussão sem recorrer às tecnologias actuais. Este é um dos excertos do press-release enviado pela Natural Groove Records para a nossa redacção.
Não tivemos ainda a oportunidade de escutar esta banda que, segundo refere o comunicado de imprensa, está a fazer furor – “banda revelação mais procurada nas lojas”.
Oportuno sim, é a entrada a concurso, na actual edição do Fantasporto, do videoclip da banda: “Airport Tunnel”, que será exibido no próximo dia 06 de Março no peq. Auditório, pelas 15h15.
A curta-metragem conta a história de uma experiência passada pela banda em 2005 quando, em viagem para Amesterdão, foram obrigados a fazer escala em Londres. Escala essa que viria a provocar a perda da ligação para a capital holandesa. Então decidem tocar alguns acordes junto do túnel do aeroporto de Stanstead afirmando que estavam a fazer Busking (animação de rua). O tema é assim dedicado a todos os artistas de rua que não pedem dinheiro mas que aceitam o reconhecimento dado de forma livre.
Site oficial da banda: www.olivetreedance.com
Entrevista a Ricardo Clara, Assessor do Fantasporto
Ricardo Clara é assessor de imprensa do maior festival de cinema português – O Fantasporto. No entanto, a sua formação é na área do Direito. Numa conversa informal, 3 meses antes desta 30ª edição, fomos descobrir o que está por detrás da tela.
por Teresa Viana
TV: Sendo licenciado na área das letras, o que o fascina na área das artes, nomeadamente na vertente cinematográfica?
RC: Eu comecei a gostar de cinema antes de gostar de Direito, que foi a área em que me licenciei, me pós graduei… eu vejo cinema desde muito, muito novo e cheguei a uma altura da minha vida em que, por conhecimentos, passei de uma fase muito boa que era de espectador de dois festivais de cinema – o Fantasporto e o Festival de Cinema de Animação de Espinho – o Cinanima, para passar a trabalhar no Fantasporto. O facto de ter enveredado por Direito ou pelas letras, foi uma versão pragmática do futuro. Transformei o Direito numa prioridade e coloquei o cinema como um hobbie, em vez de fazer o contrário.
TV: Como começou a integrar a organização deste festival?
RC: Foi em 1999. Eu vou ao Fantasporto desde 1990/91 como espectador, desde muito novinho, no antigo Teatro Carlos Alberto… E isto são cunhas. Eu conheço gente que integra a organização e por conversas puramente casuais em que nós dizíamos “Era porreiro um dia integrar a organização, estar do outro lado…”, a verdade é que assim foi. Em 1999 fui convidado por um dos directores, o António Reis para integrar o elenco que organiza o festival todos os anos e em 1999 fiz parte da organização. A partir daí comecei a ser assessor de imprensa do festival de 1999 até 2003 e de 2003 em diante também, com a diferença que passei a integrar a organização mesmo a nível físico da cooperativa Cinema Novo, que é a cooperativa que organiza o festival e portanto, fui convidado para sócio da cooperativa e como sócio, faço parte do grupo de 9/10 pessoas que todos os anos organiza o Festival Internacional de Cinema do Porto.
TV:Como apareceu o festival? Porque é que se centrou essencialmente no cinema fantástico?
RC: O festival apareceu em 1980 mas era um sonho dos dois iniciais directores do festival – Mário Dominsky e o … Pacheco Pereira – que, em 1976, no pós 25 de Abril, criaram uma revista, que era a revista Cinema Novo. Eles decidiram ir vendendo essa revista de cinema, em comboios, pela Europa fora. Com o passar dos anos, acharam que isso já era um bocado aborrecido e já não era so aquilo que eles queriam, porque a revista tinha potencialidades, tinha pessoas a escrever, tinha pessoas que liam e então pensaram porque não erguer um festival de cinema na cidade deles – ambos são portuenses. Em 1980, ergueram uma mostra, que era a primeira mostra de cinema fantástico do Porto – Fantasporto. Aí sim era só cinema fantástico. Os headlines dos jornais eram “O sangue invade as ruas do Porto”, etc porque, em primeiro lugar, era uma altura muito profícua na criação de cinema fantástico, essencialmente porque estávamos numa época muito conturbada a nível de relações internacionais e sócio-políticas, o que influencia sempre muito a criação de cinema fantástico que é a tradução em monstros e em criaturas muito estranhas como pessoas do Governo, por exemplo. O cinema fantástico foi apenas uma questão de oportunidade.
TV: Como é que o Fantasporto começou a ocupar um lugar de destaque no campo dos festivais de cinema?
RC: O festival foi crescendo por si, como qualquer um. O Fantasporto é um festival muito verdadeiro na maneira de crescer porque o festival cresceu por causa de mais ninguém a não ser do seu público. Ou seja, o festival existia e 10 pessoas sabiam, no ano seguinte 20, no ano seguinte 100 e, portanto, o festival conseguiu fazer com que fosse por si próprio crescendo, em função do seu público e não em função de alguma entidade externa. No entanto, por muita luta que haja da parte do Fantasporto para tentar passar a mensagem, a verdade é que existem outros festivais “levados ao colo” entidades exteriores que ultrapassam o Fantas a nível de espectadores. Aqui, existe um ponto muito importante de ruptura, que é a fase Carlos Alberto e a fase pós Carlos Alberto. Na fase Carlos Alberto o festival era non-stop. Os filmes passavam até as seis da manhã e a malta dormia na sala, comia na sala, fumava na sala, bebia na sala… vivia-se o Fantasporto na sala. E isso é muito próprio do festival. Coisa que depois, no Rivoli não aconteceu.
Com o passar do tempo, o Fantas deixou de ser um festival exclusivamente de cinema fantástico. O fantástico caiu para atrair mais púbico porque havia necessidade de chamar mais público, além daquele que se identificava com a vertente de cinema fantástico, que não deixou de existir.
TV: Sendo o Fantasporto um festival altamente reconhecido, como explica que seja sediado na cidade Invicta e não na capital do nosso país?
RC: Os directores do festival são portuenses. O Fantasporto é mesmo terreno a nível local. O Fantasporto foi criado e foi concebido num café muito emblemático da cidade do Porto que era o Café Luso, que já não existe… este café deu origem ao Fantasporto enquanto local onde eles se reuniram para tomar um café ou para beber uma cerveja e falar sobre cinema. Unia-se no Café Luso todo o tipo de pessoas desde o intelectual ao político, passando pelo trafulha, até à prostituta. Havia também muita malta de letras e de artes convivia lá. Então houve o ponto essencial para a criação de um festival que nasce numa zona mesmo no coração do Porto.
TV: O Fantas é reconhecido a nível internacional. Que estratégias são utilizadas para dar a conhecer o festival fora da nossa cidade?
RC: Para fora do Porto utilizamos várias estratégias. A que utilizamos à mais tempo tem que ver com a publicação do cartaz do ano seguinte nas revistas ou jornais de cinema da especialidade, desde as mais normais até à Variety, que é apelidada a bíblia do cinema e nos considerou, de há uns anos para cá, um dos maiores festivais de cinema do mundo. Também há spots televisivos normais com imagens do festival que são enviados para uma ou outra cadeia televisiva que contém programas de cinema. O que nós temos feito de há uns anos para cá é ter um stand no festival de Cannes. Este festival decorre todos os anos não só como festival de cinema mas também como mercado, onde se compram e vendem filmes. No stand que temos em Cannes promovemos o festival e promovemos a cidade, numa tentativa de mandar para fora a nossa imagem e cativar as pessoas a conhecerem o festival.
TV: Qual é a adesão do público ao Fantasporto? Quem mais adere ao festival?
RC: Há uns anos nós fizemos um inquérito para tentar descobrir o nosso público. O nosso público é muito, muito heterogéneo, ou seja, existe gente de todas as idades e de todos os estratos sociais. Mas essencialmente é um público académico, porque é esse público, essencialmente o mais novo, que vai ao cinema. O festival divide-se em duas partes: o pré-fantas, em que os cinéfilos puros querem ir ver uma retrospectiva de expressionismo alemão, por exemplo; e existem esses mesmos espectadores que depois vão ver o filme mais underground que nós passamos lá. É muito difícil explicar mas normalmente é um público académico, culto, um público interessado por arte, um público que vai ao cinema mas que também vai ao teatro, à ópera, lê muito e que está dentro da área, mas também é um nicho de público muito especial que é gente da casa – um grupo de pessoas que já acompanha o festival desde os tempos de Carlos Alberto e naquela semana, tiram férias para o Fantasporto.
Mas no geral, o grosso do que eu vejo lá é um público essencialmente académico dos 18 aos 28 anos.
TV: Todos os anos o Fantasporto homenageia diversos realizadores. Em que bases se alicerçam estes tributos?
RC: A escolha tem a ver essencialmente com a obra do realizador e depois também tentamos ver se aquele realizador tem alguma relação umbilical com o festival. O festival já projectou para Portugal ou de Portugal para fora muitos realizadores como o Guilherme del Toro, o próprio David Lynch, uma série de realizadores que por si só, começaram a ter prestígio no nosso país. Por exemplo, imaginemos que faz agora 10 anos que o Guilherme del Toro ganhou um prémio no Fantas. Então, nós fazemos uma retrospectiva e homenageamos esse realizador.
São pessoas que marcam o festival, que marcam a agenda do cinema e então nós tentamos trazer cá ambas as vertentes sempre tendo em conta a disponibilidade deles.
TV: O cinema português também está presente neste festival. Considera importante o foco na produção nacional?
RC: Eu considero muito importante essencialmente porque a produção nacional é hedionda, ou seja, as bases eram nulas e o cinema português era feito à base de estereótipos, de pseudo intelectualidades e por isso acabávamos por ver filmes que eram tenebrosos. Acho que o papel de um festival de conseguir dizer que não a um filme português, dá logo ao realizador a ideia de ter de mudar alguma coisa no seu cinema e isso faz crescer. O cinema português é muito importante no Fantas. Temos ciclos de cinema relacionados com escolas, com a Casa da Animação… e portanto é um ponto muito fulcral trazer o cinema português para o Fantasporto. É uma maneira de saber que há mais gente que o vê, saber que ele existe, saber que está a ser produzido e, principalmente, dar um recado para quem ensina cinema saber que tem que o ensinar bem senão ele vai ser rejeitado e saber, principalmente, que nem toda a gente pode ser realizador. E saber, essencialmente, ver quais são as limitações dos novos cineastas para perceberem de que maneira é que podem contornar essas limitações.
TV: O cinema universitário é também prestigiado no Fantasporto. Porquê?
RC: O cinema universitário é prestigiado no Fantas porque é um incentivo (e se em Portugal há poucos incentivos a nível de cultura, têm que ser os privados a puxar por aquilo que o Estado não dá) e, além disso, a criação cinematográfica começa sempre nos bancos das universidades, por isso, a relação é mesmo intrínseca.
TV: Entre Fevereiro e Março de 2010, realizar-se-á a 30ª edição do Fantasporto. Além do que podemos encontrar no site do festival, que mais novidades podem ser reveladas para esta próxima edição?
RC: Nós ainda não temos nada confirmado por dois motivos: Em primeiro lugar aquilo que foi delineado o ano passado é o que está certo – os ciclos de cinema, as retrospectivas, a ideia de fazer um confronto entre a robótica e o cinema… Neste momento nós não podemos avançar nada por questões puramente orçamentais, pelo facto de ainda não estarmos com os patrocínios todos certos. Os filmes ainda estão em fase final de escolha. A selecção é feita em dois pólos: trazem-se alguns filmes do festival de cinema de Cannes, apropriados para o festival e para o nosso público; e depois é aberta a possibilidade de envio das obras para o festival, que são avaliadas por um júri composto por 5 elementos da organização, que seleccionam os filmes que passam e depois, em meados de Dezembro, está fechada a programação. A partir daí, em função da programação que temos, vamos ver os actores, os realizadores e os produtores que vamos trazer cá que sejam ligados a esses filmes, aqueles que queremos homenagear e tentamos sempre trazer mais uma ou outra surpresa mas que só em meados de Fevereiro é que temos a certeza se vêem ou não.

































































