Frozen Flower, formas de amar e formas de matar
À partida o que aparentava ser uma simples história de dinastias orientais e de onde poderíamos esperar boas cenas de combates de espadas acaba por nos surpreender com uma história de amor impossível. Depois de quebrado o mito dos cowboys em Brokeback Mountain cai por terra em A Frozen Flower o mito dos guerreiros orientais.
O Rei da Dinastia Goryeo tenta abalar o domínio da Dinastia Yuan na China e estabelecer um estado autónomo. Para tal, ele forma uma guarda palaciana, totalmente dedicada à sua pessoa, composta por trinta e seis jovens soldados, liderados pelo comandante militar Hong-rim. Este jovem para além de líder de uma equipa de elite partilha de grande intimidade com o rei. Amante, amigo e companheiro acaba por ser invejado por parceiros e pela rainha envolvida num casamento de fachada.
Tudo se complica quando confrontado com o problema de sucessão o rei não conseguindo concretizar a tarefa coloca Hong-rim no seu papel. Mais tarde terá de enfrentar a traição, amorosa e de confiança politico-militar, quando Hong-rim se apaixona pela sua esposa, a rainha da dinastia Yuan.
Este filme é o mais recente trabalho do sul-coreano Ha Yu, que além de realizador é também poeta. Dotado de uma excelente qualidade fotográfica e de uma banda sonora à medida a forma como se cruzam os momentos de violência de artes marciais, cenas de sexo e de contradições e contrariedades de amores impossíveis, quer pela homossexualidade quer pela diferença social, tudo parece resultar sem cair em lugares comuns e abrindo sempre surpresas até ao momento de desfecho final.




