Especial Rascunho e JUP

Archive for 1 de Março de 2010

First Squad e La Horde

First Squad

Pelas 17 horas do dia 27 de Fevereiro o Fantasporto propõem-nos mais uma animação, representante do género fantástico e de aventura que fazem também parte deste festival, o filme relata uma estória sobre meninos prodígio que são utilizados como armas de guerra em plena segunda guerra mundial. Entre o mundo real e o das trevas, reino dos mortos, este filme faz-nos viajar por espaços distintos, nas suas característica de violência e também de tons na imagem que apresentam. Ás tantas podemos não saber muito bem em qual dos dois nos encontramos. Em termos técnicos não é óptimo, o desenho é o tradicional manga os cenários e as texturas não apresentam nada de novo nem são muito bem trabalhadas. Um filme que poderia não se encontrar na programação que não deixaria saudades, isto, pelo menos, na minha opinião.

La Horde

Cena de destaque de um filme à "moda do Fantas"

Pela noite, às 21:15 horas, La Horde foi o filme escolhido. No início os realizadores, Yannick Dahan e Benjamin Rochér, falaram sobre o seu filme e a verdade é que este veio a revelar-se em conformidade com o que eles próprios disseram sobre o seu filme. Realizado na França onde, segundo eles mesmos “é difícil fazer filmes deste género”, é uma experiência algo incomum na perspectiva do terror que apresenta, ainda para mais num país com uma tradição cinematográfica que evoluiu num sentido diferente do género de terror, pelo menos como nós o concebemos de filmes americanos ou asiáticos, isto falando num sentido lacto.
É um bom filme, cómico, provoca gargalhadas na sala, o pessoal fica a pedir por mais, bons efeitos especiais, (vi uma caneca a explodir de uma forma que ainda não havia visto antes), propõe uma mistura de muitas coisas. Diz-se “Filme Noire”, não percebi exactamente de que maneira, acção, terror, zombies, um grupo de membros da mesma família que perdem um outro membro, morto por um grupo de assassinos profissionais e que vão parar a um prédio estranho jurando vingar-se dos que lhes provocaram tamanha dor. O problema é que o mundo transforma-se num bonito dia de domingo solarengo numa noite profunda e cheia de zombies, (isto para aí em dois minutos!). O grupo de familiares tem agora de se juntar ao grupo de assassinos que mataram o seu compadre para saírem dali com vida. Um filme à Fantas…


Hoje no Fantasporto: HIERRO

Às 21.15 no Grande Auditório HIERRO de Gabe Ibañez (Espanha – 91 min SR)

Seleccionado para a Semana da Crítica do último festival de Cannes, “Hierro” é um denso thriller psicológico sobre o sentimento de perda e os limites da dor. Durante umas férias familiares na pequena ilha de Hierro, Diego de cinco anos desaparece misteriosamente.


The Human Centipede… a centopeia humana à solta no Fantasporto

"Produto" final da experiência do Dr. Josef Heiter

Um soco no estômago podia ser uma boa frase para resumir este filme. Domingo à noite no Pequeno Auditório do Rivoli que encheu para ver The Human Centipede e onde se voltaram a ver pessoas a abandonar a sala a meio do filme. Não sem antes terem visto três curtas portuguesas: Close, Anestesia e Gnosis.

No circuito internacional fala-se deste filme como um dos filmes de terror/ horror com mais impacto nos públicos. Uma coisa é garantida ou se gosta e se consegue dar umas gargalhadas ou se odeia e a nossa visão sobre algumas coisas nunca mais será a mesma.

Acabando com o mistério mas sem fazer um spoiler aqui fica o que se pode dizer sobre este filme. Dr. Josef Heiter tem uma doentia visão sobre a humanidade. O filme começa com um sarcástico humor recorrendo a clichés do terror/ horror. Amacia o público para o que se segue. Um cirurgião alemão especializado em separar irmãos siameses resolve unir humanos numa espécie de centopeia. Duas amigas americanas turistas e um japonês são aprisionados e vão acabar unidos pelo seu sistema digestivo (completo)… removendo as rótulas para que os humanos tenham que andar de quatro e então cirurgicamente costurá-los bocas com ânus.

Imagens dificilmente inesquecíveis, actores e papéis muito bem trabalhados num argumento complexo bem realizado, pela qualidade da montagem e da fotografia, pelos momentos de cortar a respiração e pelo cuidado nos pormenores clínicos. Sadismo escatológico, condição humana e animal e resistência.

Se depois disto estiverem mesmo com vontade… arrisquem! Se forem capazes!