Especial Rascunho e JUP

Crítica: «Hair High», de Bill Plympton

hh-cover-image-754325Antes do premiado Idiots and Angels, o Fantasporto exibiu outra longa-metragem do cineasta americano Bill Plympton. Em Hair High, é-nos contada a história de Cherrie e Spud tornada lenda. Ao chegar à sua nova escola secundária, Spud começa mal: uma pequena «boca» à «querida» Cherrie, futura rainha do baile, faz-lhe colher o ódio de todo o liceu incluindo, claro está, o namorado da mesma. Castigo: ser o escravo de Cherrie, com a condição de não se apaixonar por ela. Obviamente, a química acaba por operar entre os dois, e é a tragédia. Para continuar a ser o rei do baile, o ex-namorado de Cherrie está pronto a tudo. Mas isto, sem contar com os poderes de ressurreição dos dois amantes.

Esta história inspirada no filme Carrie, de Brian de Palma, nunca chega nem de perto nem de longe ao mesmo nível de terror. Aqui os exuberantes penteados das personagens dão o tom ao filme. Qualquer pormenor é uma boa oportunidade para entrar em devaneios surrealistas quase sempre deliciosos, algumas vezes no limite da saturação. Quando Plympton brinca com as formas, as texturas e os sons (coisa que ele parece gostar de fazer), a desproporção é regra. O humor oscila entre o espalhafatoso e o súbtil, sem nunca desiludir. O estilo de Plympton é bem perceptível, numa história em que poucas, mas boas cenas, que se podem definir de gore (ou simplesmente de «nojentas», pelas reacções do público) pontuam o seu filme de animação.

Deixar uma Resposta

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>