Fantasporto no Brasil: Rafhael Barbosa
Com a sua pluralidade temática que vai do thriller ao terror, da ficção científica ao imaginário, o Festival Internacional de Cinema do Porto transpõe os limites do território europeu e aterra no Brasil. O JUP/RASCUNHO teve a curiosidade de saber qual é a repercussão do Fantas do outro lado do oceano. Falámos com Rafhael Barbosa (foto), jornalista especializado em cinema, e inauguramos assim uma série de três entrevistas curtas. Seguem-se Maíra Viana, produtora cultural, e o cineasta Leo Falcão, a publicar nos próximos dias. Moram todos em diferentes regiões do Brasil (Maceió, São Paulo e Recife, respectivamente).
Conhece o Fantasporto? Como?
Conheci o evento através de uma revista de cinema especializada, a Set. Isso já fez muitos anos, uns 10 pelo menos. Desde lá sempre acompanho a programação do festival e fico de olho nos filmes seleccionados, nas críticas, etc.
Por que gostaria de participar no festival?
Bom, eu adoro os festivais. É um lugar onde se respira cinema, onde todo mundo está conectado numa mesma sintonia. No caso do Fantasporto, atrai-me o facto de ser um evento voltado para um género específico, que é o cinema fantástico. Nicho que, por sinal, foi marginalizado por muito tempo, esteve à margem do cinema e só recentemente vem recebendo a atenção que merece, principalmente da crítica. E muito disso graças a filmes que ganharam o mundo depois de passar no Fantasporto.
Qual a importância desses festivais?
Os grandes festivais internacionais, como Cannes, Berlim, Veneza, Fantasporto, Sundance, exercem um papel fundamental dentro do comércio do cinema. Filmes independentes de vários países ganham visibilidade ao serem indicados (ou premiados) nesses festivais, e com isso atraem a atenção dos distribuidores, que podem comprá-los para lançamento no mundo todo. Além disso, eles são uma oportunidade para o público conhecer muitos filmes que não ganharão lançamento comercial. No Brasil, os festivais desempenharam um papel importantíssimo de resistência à crise que assolou nosso cinema no começo dos anos 90. Foram o único refúgio para os cineastas nesse período.




eu continuo a apostar que é “Festival Internacional de Cinema do Porto”
27 de Fevereiro de 2009 at 17:14
E bem, claro. Erro do editor. Obrigado.
27 de Fevereiro de 2009 at 18:06
ahahahaha… Claro, Bruno, que o Fantas tem um caráter bem mais eclético nesses últimos anos, mas vale ressalvar que, de uma forma ou de outra, o festival ganhou os quatro cantos do mundo coletando filmes de um universo fantástico… Acho que a entrevista do Rafhael reflete bem isso, o quanto essa marca do Fantas é forte e continuará a perpeturar por muito. É só um adendo… ;P
Não percebi o que foi o “erro do editor”, sorry… risos, mais risos…
28 de Fevereiro de 2009 at 4:57