Especial Rascunho e JUP

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Como tornar o cinema português mais competitivo

Desde "A saída dos operários da Fábrica Confiança" de Aurélio Paz dos Reis, em 1896, que o cinema português tem feito um longo caminho mas ainda há muito por fazer. (Foto: DR - fotograma do filme)

No dia 2 de Março, realizou-se uma conferência no Rivoli intitulada “The International Film Scene – How Portuguese Cinema Can Become More Competitive”, com a presença dos oradores Ian Haydn Smith, editor do International Film Guide, e Martin Dale, representante da revista americana Variety e também colaborador do Ministério da Cultura português, como consultor na área de cinema.

Não houve dúvidas quanto à boa qualidade de muitos filmes portugueses, notando as aparições em vários rankings de melhores filmes do ano, mas ao longo da hora e meia de conferência foi debatido o pouco sucesso doméstico do cinema luso e o porquê desta situação. Os que vêem filmes portugueses são como conhecedores de vinhos finos – não é para todos. Na maior parte dos países europeus a produção nacional contribui em média para 20% das receitas do box office, porém em Portugal este valor oscila à volta dos 3%. É também de realçar que, mundialmente, os filmes mais vistos do ano tendem a ser os mesmos – blockbusters de origem americana.

Foram dadas várias possíveis razões para esta disparidade entre qualidade e sucesso, muitas das quais por intervenientes do público. Portugal, ao contrário de países como a França ou a Índia, não tem uma cultura do cinema: as salas estão concentradas nos centros urbanos de Lisboa e Porto e os poucos cinemas das cidades pequenas não têm clientela e fecham. Assim, torna-se difícil ver cinema em Portugal, quanto mais filmes portugueses.

De um modo geral, o cinema não é valorizado em detrimento da televisão, talvez um artefacto dos tempos do Estado Novo. É de salientar que se esperaria a seguir a uma revolução como a de 25 de Abril que houvesse também uma revolução cultural e por conseguinte um boom na produção e qualidade da 7ª arte, como aconteceu em países como a Espanha, Itália, Grécia e muito recentemente Marrocos. Portugal, como afirmou Martin Dale (que vive cá há 15 anos), “parece que nunca ultrapassou os tempos da ditadura”.

Para remediar o panorama, foram dadas várias sugestões. O mote é “pensar localmente, e depois globalmente” – ou seja, o cinema português tem que começar a apelar à situação em que se vive e ao contexto em que se insere. Um exemplo disto é o vencedor do Óscar de melhor filme deste ano, “O Discurso do Rei”, que mesmo sendo uma produção britânica atingiu sucesso mundial, devido ao facto de ser ano de casamento real e da economia estar em baixo, tal como na época retratada. Outra via para atacar este problema é aumentar o investimento no cinema pela parte do Ministério da Cultura, emissoras de televisão e distribuidoras para um maior empenho na sua produção e promoção. Poder-se-ia também envolver o Turismo de Portugal em promover o nosso cinema lá fora e atrair realizadores estrangeiros com isenções de impostos. Além disso, a co-produção entre países, em especial na Europa, tem dado resultado e seria vantajoso para Portugal, uma vez que tem bons profissionais mas poucos recursos financeiros.

Apesar disto tudo, Ian Haydn Smith mostra-se optimista, admitindo que Portugal tem capacidade de evoluir, se ultrapassar a crise financeira e o pessimismo que nos caracteriza.

Veja um excerto da conferência no JPN.

Baile dos Vampiros – Fotograma

Fotos: Pedro Ferreira

Entrega de Prémios e Encerramento – Fotograma

Fotos: Pedro Ferreira

Espectadores Fantásticos II

Entre filmes há sempre para procurar, na loja montada no foyer do Rivoli, outros filmes, já conhecidos ou para descobrir. (Foto: Pedro Ferreira)

Poucos momentos antes da exibição do filme “The Chameleon”, Pedro Morgado, de 37 anos, encontra-se com amigos na primeira fila: “Fico sempre aqui porque gosto de esticar as pernas. (risos) E não gosto de ter gente à frente.” As visitas ao Fantasporto já duram “há muitos anos, desde ’89, ‘90”, principalmente pela preferência pelos filmes de terror, mas também “pelo ambiente”. Pedro Morgado manifesta a sua preferência em relação aos anos em que o Fantasporto se realizou no Teatro Carlos Alberto, pois considera o Teatro Rivoli “muito impessoal”.

O gosto pelo cinema, e particularmente pelo cinema fantástico, levam Rui, de 45 anos, a visitar o Fantasporto há 28 anos. Para Rui, o Fantas é um evento “muito importante para a cidade e para o país, porque é o único que tem projecção internacional e porque é um factor de promoção turística para o país e para a cidade também, porque está ligado ao Porto”. O espectador adianta ainda que esta iniciativa contribui para levar a cidade do Porto a ser mais conhecida internacionalmente: “Não é só o vinho que é famoso lá fora, mas é também o nosso Fantasporto do Oporto”. Em relação à organização, Rui afirma que não tem qualquer tipo de críticas: “Acho que isto é muito bem organizado. Ao fim de 31 anos, o piloto automático já funciona muito bem, não tenho nada a apontar”.

Diogo Mendonça, de 30 anos, vem ao Fantasporto por ser aqui que encontra uma grande variedade de cinema alternativo e considera que a organização tem evoluído de forma “neutra”. Quanto à passagem desta iniciativa para o teatro Rivoli, Diogo Mendonça não tem quaisquer críticas pois gosta do espaço.

À porta do Pequeno Auditório encontra-se um ‘espectador fantástico’ mais recente: David Marreiros, de 21 anos. Quando questionado quanto ao motivo que o leva a vir ao Fantasporto há 4 anos, David Marreiros afirma que é difícil responder a essa questão mas adianta que é “uma referência a nível nacional da parte do cinema e para além do mais é uma grande festa do cinema que nos permite não só ver os filmes, mas também ter contacto com todas as pessoas da área”. O espectador aconselha o Fantasporto a outras pessoas mas defende que “é necessária uma certa selecção de quais é que são realmente os filmes que vamos visionar”. David Marreiros defende que “a organização melhorou imenso, sem dúvida”, embora demonstre alguma desilusão em relação à restrição dos espaços de exibição ao Rivoli, pois considera “importante dinamizar” outros espaços do Porto. Em relação às melhores memórias, o espectador afirma que guarda “bons filmes” e que passa a associá-los ao espaço e ao evento do Fantas. “Aqui há uma oferta totalmente mais underground, enquanto no resto temos uma via muito mais comercializante”. Para David, o facto de este festival se realizar no Porto também se torna importante “principalmente para combater Lisboa”.

No Grande Auditório quase todos os lugares se encontram ocupados, por antigos fãs deste evento ou por novos curiosos. Os funcionários que estão nas portas do Grande e Pequeno Auditórios, remunerados apenas com senhas para refeições e com a oportunidade de poder ver os filmes de graça, não deixam de aproveitar a oportunidade de poder fazer parte do Fantas.

As palmas no final de cada exibição já se tornaram um ritual, onde o silêncio durante os filmes é muito mais respeitado do que nos cinemas dos habituais centros comerciais. Apesar de espectadores muito heterogéneos e com gostos muito diferentes, há sempre uma coisa em comum: o gosto pelo Fantasporto e pelo cinema independente e generalista que faz com que, cada vez mais, o Rivoli reconheça caras dos anos anteriores. Tal como a espectadora Bárbara Lopes afirma: “Sempre que um Dorminsky quiser, há Fantasporto”.

Maria Eduarda Moreira
Luís Mendes

Espectadores Fantásticos I

Entre filmes aproveita-se para fazer alguma leitura, programas e catálogos do festival ganham preferência (Foto: Pedro Ferreira)

O Fantasporto 2011 trouxe, como já é habitual, alguns ‘espectadores Fantásticos’, daqueles que não perdem uma edição deste evento.

Frederico Figueiredo vem “de Lisboa de propósito para vir ao festival” há 8 anos. O espectador afirma que são os géneros de terror e de cinema fantástico que o levam a frequentar este evento ano após ano. Quando questionado quanto à organização e qualidade dos filmes, Frederico Figueiredo defende que “a qualidade se tem mantido e existe uma boa variedade de filmes, não só a nível de géneros mas também a nível de novos realizadores e de novas propostas” e que “a organização, desde o início, sempre manteve a qualidade”. Compara ainda o Fantasporto ao festival Motel X, em Lisboa, e elogia o evento portuense por não se dedicar apenas à projecção de filmes de terror e pela sua “oferta mais variada”. O espectador aconselha o evento a outras pessoas, embora realce o facto de nem toda a gente ter essa possibilidade, devido à distância geográfica.

Apesar de não “ser muito dada ao terror”, Catarina Santos, de 28 anos, continua a vir ao Festival de Cinema Internacional do Porto, pois afirma que consegue “encontrar um bocadinho de tudo”. A espectadora assegura que o que a leva a frequentar o Fantas há 10 anos é o gosto pelo cinema e elogia a organização: “Já vão 31 anos, mas conseguem pôr sempre isto de pé”.

Bárbara e Pedro Lopes visitam o Fantas há 6 anos. Bárbara define o evento como algo “fora do normal” e deixa o elogio: “É fantástico. É um marco”. Como fã do cinema na baixa do Porto, afirma ainda que “muita gente não sabe a quantidade de salas de cinema que o Porto tem”. Já Pedro Lopes tem sentido que a organização tem decaído ao longo dos anos e afirma que “já houve mais apoios”. Em 6 anos de visitas ao Fantasporto, o espectador defende que “o cinema morreu um bocado”.

Em 27 anos, Paulo Gomes já viu muitos filmes e observou muitas mudanças num festival que define como “ímpar em Portugal”. O espectador aplaude a mudança para o Teatro Rivoli e descreve-o como “a melhor sala da cidade”. Para Paulo Gomes, o Fantasporto enaltece o “cinema fora do comercial” que define como “essencial para alargar o leque de ofertas”. Quanto ao progresso ao longo dos anos, o espectador diz que o evento “evoluiu favoravelmente”.

Ana Moreira trabalha a servir café no Fantasporto há dois anos. Como espectadora, é o quarto ano que visita o festival, que descreve como “diferente” e com “qualidade”. “Proporciona cultura, que está em falta”.

Marta Ribeiro e Manuela Carneiro são amigas que já vêm ao Fantasporto há “muitos anos”. Marta Ribeiro confessa que é uma espectadora assídua do Fantas devido ao gosto que tem pelo cinema mas também por ter trabalhado no Rivoli durante vários anos. Marta afirma que “a organização está a funcionar muito bem, dentro dos possíveis”, e que “os filmes cada vez são melhores”. Considera que o público-típico do festival de cinema é “a geração dos 30 anos”. Manuela Carneiro vê este evento como algo que “já faz parte da cidade” e afirma que “em Fevereiro ficamos todos à espera do Fantasporto”. A espectadora realça a importância deste tipo de eventos: “Que venham mais iniciativas destas, porque trazem as pessoas para o centro da cidade com actividades culturais, estamos todos à espera que isso aconteça. Gostaríamos nós que houvesse mais salas de cinema na cidade e que não fossem dentro do shopping”.

Maria Eduarda Moreira
Luís Mendes

“Se o Fantasporto fosse todos os dias…”

Aspecto do exterior do Rivoli durante o Festival (Foto: Pedro Ferreira)

Domingos Alves trabalha há 22 anos no Café Garça Real, a 50 metros do Teatro Rivoli, e admite que o Fantasporto tem um impacto positivo no negócio. Todos os anos, o festival atrai portugueses de Norte a Sul do país e estrangeiros amantes da arte do cinema, “maioritariamente gente nova”. Cafés, lojas e restaurantes vêem aumentar o número de clientes durante a quinzena do evento cinematográfico. “É indiscutível, estamos sempre à espera que estes dias cheguem”, explica Domingos Alves.

A Baixa da Cidade tem vindo, progressivamente, a perder centralidade no que diz respeito à localização de habitações e escritórios, que se transferem para zonas periféricas. Assim, “são os espectáculos que chamam as pessoas”, não só o Fantasporto como todos os outros eventos realizados no Teatro Rivoli. As encenações de Filipe La Féria, que duram “meses e meses”, têm um efeito particularmente positivo, ao atraírem espectadores por um período mais prolongado.

Ao contrário de Domingos Alves, que não é “adepto dessas coisas”, Manuel Augusto Marinho é um admirador fervoroso do cinema do Fantasporto. O Sr. Manuel trabalha há 60 anos no Restaurante Regaleira, na rua do Bonjardim, e não esconde gostar “daqueles filmes de Terror”. O restaurante que viu nascer a Francesinha recebe, sobretudo “quando o filme puxa”, um maior número de fãs do festival, principalmente à hora do jantar. Para além destes clientes esporádicos, a Regaleira reencontra, todos os anos, um grupo de jornalistas ingleses, representantes de uma revista de cinema. Manuel Marinho serve ainda realizadores, cinematógrafos e convidados do evento espanhóis, franceses e italianos, todos eles “uma mais-valia para o negócio.”

Culturalmente enriquecida pela sétima arte e todas as suas representações nacionais e internacionais, a Cidade das Pontes vê favorecido o seu sector económico. O espectáculo chama as pessoas, e as pessoas usufruem dos serviços em seu redor. Assim, Domingos Alves lamenta que o Fantasporto dure apenas 15 dias, porque “vão-se os artistas, vai-se a gente, não é?”

Mariana Sousa
Raquel Teixeira

Baile dos Vampiros no Teatro Sá da Bandeira


Estão convidados para o Baile dos Vampiros, hoje, 5 de Março no Teatro Sá da Bandeira. Será “a” festa de carnaval, onde todos festejaremos com máscaras, cocktails e muita música, até ao sol raiar.

Neste baile de máscaras, teremos como anfitrião e mestre de cerimónias Adolfo Lúxuria Canibal, poeta e músico dos Mão Morta, que receberá Alexis Taylor dos Hot Chip, Filthy Dukes, Tigre Deficiente, Bandido$ e Funkéstu!
Da 00:00h à 01:00h convidamos para um baile privado os primeiros 400 fantasiados a chegar a local, onde oferecemos uma sangria ou Superbock para um brinde ao som de bandas sonoras de filmes da nossa memória.
Com toda a pompa e circunstância, um júri vampiresco seleccionará o Rei e Rainha do disfarce, fotografados à entrada, que receberão bilhetes gratuitos para o Super Bock Super Rock deste ano.

Após a 01:00h um ambiente burlesco de bailarinos, recitação de poesia e muita música e cinema nesta noite de folia e opulência.

Apareçam mascarados! :)

Premiados Fantasporto 2011

Prémio Melhor Filme
Grande Prémio Fantasporto 2011

“Two Eyes Staring”
Elbert Van Strien
Holanda

Prémio Especial do Júri
“A Serbian Film” – Srdjan Spasojevic – Sérvia

Melhor Realização
“I Saw the Devil” – Kim Jee-won – Coreia do Sul

Melhor Actor
Axel Wedekind – “Iron Doors” – Stephen Manuel – Irlanda

Melhor Actriz
Seo Yeong-hie – “Bedevilled” – Jang Cheol-so – Coreia do Sul

Melhor Argumento
Elbert van Strien, Paulo van Vliet – “Two Eyes Staring” – Elbert Van Strien – Holanda

Melhores Efeitos Especiais
“La Herencia Valdemar II: La Sombra Prohibida” – José Luís Alemán – Espanha

Melhor Curta-metragem
“Brutal Relax” – David Muñoz – Espanha

Secção Oficial 21ª Semana dos Realizadores

Prémio Melhor Filme da Semana dos Realizadores – Prémio Manoel de Oliveira
“The Housemaid” – Im Sang-Soo – Coreia do Sul

Prémio Especial do Júri
“Miyoko” – Yoshifumi Tsubota – Japão

Melhor Realizador
“Carancho” – Pablo Trapero – Argentina

Melhor Argumento
“Miyoko” – Yoshifumi Tsubota – Japão

Melhor Actor
Jung-Jae Lee – “The Housemaid” – Coreia do Sul

Melhor Actriz
Do-yeon Jeon – “The Housemaid” – Coreia do Sul

Secção Oficial Orient Express

Prémio Melhor Filme Orient Express
“I Saw the Devil” – Kim Jee-won – Coreia do Sul

Prémio Especial do Júri Orient Express – Prémio International Film Guide (IFG)
“Enemy at the Dead End” – Park Soo- Young – Coreia do Sul

Prémio da Crítica
“Rabies (Kalevet)” – Aharon Keshales, Navot Papushado – Israel

Prémio do Público
“The Extraordinary Adventures of Adèle Blanc-Sec” – Luc Besson – França

Homenagem
Super Bock – 25 anos de patrocínio ao Fantasporto

Prémios Carreira

Mick Garris – Estados Unidos da América

Maria de Medeiros – Portugal

Paulo Trancoso – Portugal

João Meneses – Portugal

Prémio Melhor Filme – Grande Prémio Fantasporto 2011
“Two Eyes Staring” – Elbert Van Strien – Holanda 

Prémio Especial do Júri
“A Serbian Film” – Srdjan Spasojevic – Sérvia

Melhor Realização
“I Saw the Devil” – Kim Jee-won – Coreia do Sul

Melhor Actor
Axel Wedekind – “Iron Doors” – Stephen Manuel – Irlanda

Melhor Actriz
Seo Yeong-hie – “Bedevilled” – Jang Cheol-so – Coreia do Sul

Melhor Argumento
Elbert van Strien, Paulo van Vliet – “Two Eyes Staring” – Elbert Van Strien – Holanda

Melhores Efeitos Especiais
“La Herencia Valdemar II: La Sombra Prohibida” – José Luís Alemán – Espanha

Melhor Curta-metragem
“Brutal Relax” – David Muñoz – Espanha

Secção Oficial 21ª Semana dos Realizadores

Prémio Melhor Filme da Semana dos Realizadores – Prémio Manoel de Oliveira
“The Housemaid” – Im Sang-Soo – Coreia do Sul

Prémio Especial do Júri
“Miyoko” – Yoshifumi Tsubota – Japão

Melhor Realizador
“Carancho” – Pablo Trapero – Argentina

Melhor Argumento
“Miyoko” – Yoshifumi Tsubota – Japão

Melhor Actor
Jung-Jae Lee – “The Housemaid” – Coreia do Sul

Melhor Actriz
Do-yeon Jeon – “The Housemaid” – Coreia do Sul

Secção Oficial Orient Express

Prémio Melhor Filme Orient Express
“I Saw the Devil” – Kim Jee-won – Coreia do Sul

Prémio Especial do Júri Orient Express – Prémio International Film Guide (IFG)
“Enemy at the Dead End” – Park Soo- Young – Coreia do Sul

Prémio da Crítica
“Rabies (Kalevet)” – Aharon Keshales, Navot Papushado – Israel

Prémio do Público
“The Extraordinary Adventures of Adèle Blanc-Sec” – Luc Besson – França

Homenagem
Super Bock – 25 anos de patrocínio ao Fantasporto

Prémios Carreira

Mick Garris – Estados Unidos da América

Maria de Medeiros – Portugal

Paulo Trancoso – Portugal

João Meneses – Portugal